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Crítica nacional aponta os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos

Abraccine atualiza a lista dos cem filmes brasileiros, incluindo títulos recentes e vozes diversas, sem ranking, apresentados por ordem de lançamento

Fotografia dos filmes Agente secreto, Ainda estou aqui e Marte um.
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  • A Abraccine atualizou a lista dos cem filmes mais importantes do cinema brasileiro, apresentando-a sem ranking e em ordem de lançamento.
  • A revisão, pouco mais de dez anos após a primeira edição de 2015, inclui produções lançadas nos últimos anos, como Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025).
  • A seleção percorre desde os anos 1930 até títulos recentes, passando pelo cinema de estúdio dos anos cinquenta, Cinema Novo, cinema marginal e a retomada dos anos noventa.
  • Mantém obras conhecidas, como Vidas Secas, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Central do Brasil e O Auto da Compadecida, e amplia presença de filmes dirigidos por mulheres, pessoas negras e cineastas de fora do eixo Rio-São Paulo.
  • A atualização marca os quinze anos da Abraccine, que planeja lançar um livro sobre os cem filmes escolhidos.

A Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, atualizou sua lista dos cem filmes mais importantes do cinema brasileiro. A revisão, realizada pela entidade, não usa mais ranking, e organiza as obras por ordem de lançamento. A mudança acompanha um momento de renovação na crítica nacional.

Entre as novidades, entram títulos recentes como Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, e O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, que disputaram o Oscar. Outras opções contemporâneas incluem Marte Um (2022), de Gabriel Martins, e As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra.

Novo formato e contexto

A lista antiga, publicada em 2015, mostrava um ranking com Limite no topo. Agora, a seleção apresenta as obras em ordem de lançamento, iniciando nos anos 1930 e acompanhando a evolução do cinema brasileiro ao longo de décadas.

Ampliação de perspectivas

A atualização amplia espaço para filmes dirigidos por mulheres, pessoas negras e cineastas de fora do eixo Rio-São Paulo. Segundo Orlando Margarido, presidente da Abraccine, a revisão reflete mudanças na sociedade e na própria associação, que cresceu e se redefiniu.

Destaques e memórias do cinema

Entre obras clássicas reconhecidas pela crítica estão Vidas Secas, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Central do Brasil. A atualização também valoriza produções menos retratadas no passado, como Amor Maldito, de Adélia Sampaio, ampliando o recorte histórico.

Compromisso com o público e projetos

A Abraccine celebra 15 anos de atuação com a revisão e a preparação de um livro sobre os cem filmes escolhidos, previsto para o fim do ano pela editora Letramento. A publicação pretende reunir ensaios e contextualizar a lista.

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