- O filme “O Gênio do Crime” estreia na quinta-feira, 14, e a história se passa às vésperas da Copa do Mundo de 2026, explorando a febre de figurinhas de colecionar álbuns.
- A trama gira em torno de um falsificador que aumenta significativamente o número de prêmios ao permitir encomendas de qualquer figurinha, especialmente as estrelas da época.
- A figurinha de Vinícius Júnior é a mais cobiçada, valendo uma viagem para a final; a editora Escanteio mandava apenas cinco, mas o gênio do crime imprimiu dezenas.
- O longa é uma reedição adaptada do livro de João Carlos Marinho, com mudanças de elenco e final; em relação ao original, há alterações de personagens e de tom.
- Durante a produção, houve acordo para incluir a imagem de Vinícius Júnior; os créditos finais trazem um breve histórico do Instituto Vini Jr.; foi lançada ainda uma edição comemorativa de “O Gênio do Crime” pela Global Editora.
O filme O Gênio do Crime, dirigido por Lipe Binder, aborda a prática de falsificação de figurinhas no contexto de álbuns da Copa do Mundo. A história original se passa em outubro de 1967, um ano e meio antes do lançamento do livro, quando crianças colecionavam figurinhas de times do Campeonato Paulista e a editora Escanteio prometia jogos completos de uniformes para quem reunisse todo o álbum.
O enredo central envolve um falsificador conhecido como o gênio do crime, que realiza encomendas de qualquer figurinha, especialmente as estrelas da época. Pelé, Carlos Alberto, Paulo Borges e Rivelino aparecem como figuras-alvo. O autor João Carlos Marinho, corintiano e falecido em 2019, teve seu vínculo com o tema mencionado no texto original.
A produção cinematográfica, com estreia marcada para a próxima quinta-feira (14), adota um salto temporal até as vésperas da Copa do Mundo de 2026, capitalizando a paixão atual de colecionadores e fãs do torneio. No enredo, a figura Vinícius Júnior, jogador do Real Madrid, é destaque pela dificuldade de aquisição de sua figurinha.
Vinícius Júnior e as figurinhas
A edição de Vinícius Júnior, da seleção brasileira, é apresentada como a figurinha mais cobiçada. A editora Escanteio incluía apenas cinco unidades nos envelopes, enquanto o gênio do crime imprimia clandestinamente dezenas, colocando Tomé (Aílton Graça) em risco. Ingressos para a final da Copa do Mundo são citados como prêmio potencial, com valores elevados no mercado.
Três garotos e uma garota aparecem como protagonistas da busca pela figurinha rara, ampliando o enredo dos protagonistas Gordo, Edmundo, Pituca e Berenice. A narrativa confronta a prática de falsificação com o apelo dos prêmios para os fãs da época.
Contexto e versões
A história remete a 1967 como cenário de atuação da fraude, que teve fim oficial em 1971, quando leis passaram a exigir que todas as figurinhas de um álbum fossem impressas na mesma quantidade. No universo do cinema, já houve uma adaptação de 1973 intitulada O Detetive Bolacha Contra o Gênio do Crime.
O filme atual muda alguns elementos de personagens e situações, mantendo o fio condutor de jogos entre a garotada e o mistério do falsificador. O detetive escocês Mister John Smith Peter Tony é substituído por Mister Mistério, interpretado por Marcos Veras, em uma versão com ajustes de humor e tom.
Ação e créditos
A produção foi rodada em julho do ano anterior, durante as férias escolares, com atores jovens no elenco. Além da trama principal, o filme divulga nos créditos finais um histórico do Instituto Vini Jr., ligado a projetos educacionais, em parceria com a produção. A Global Editora ainda lançou uma edição comemorativa de O Gênio do Crime, com o pôster do filme na capa, ampliando a divulgação da obra.
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