- O filme de O Gênio do Crime, adaptação de João Carlos Marinho, teve gravações em junho em São Paulo, com a gráfica do Estadão como locação principal.
- O diretor Lipe Binder diz que a fábrica de figurinhas do parque gráfico do Estadão combinava com o universo da obra e que cenas de outras locações foram adaptadas para lá.
- O elenco traz Marcos Veras no papel de Mister Mistério; a turma do Gordo é formada por João, Edmundo, Berenice e Pituca, interpretados por Francisco Galvão, Bela Alellaf, Breno Kaneto e Samuel Estevam.
- A história, atualizada para os dias de hoje, mostra figurinhas da Copa do Mundo sendo falsificadas e envolve personagens como Seu Tomé e Mister Mistério, em uma aventura pela capital paulista.
- Produtores destacam responsabilidade e nostalgia, reforçando a importância do cinema brasileiro para crianças e jovens; a Paris Filmes participa do projeto.
A adaptação do clássico infantil O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho, ganhou vida nas máquinas do parque gráfico do Estadão. Em junho do ano passado, São Paulo foi palco das filmagens, que transformaram a gráfica em cenário principal da história. A escolha valorizou a atmosfera industrial da fábrica de figurinhas.
O diretor Lipe Binder explica que o espaço tinha a cara do universo da obra. A equipe chegou a adaptar cenas de outros locais para explorar melhor as cenas originais na gráfica, considerada fundamental para o visual cinematográfico do projeto. O elenco revelou empolgação durante as gravações.
Elenco e interpretação
O detetive Mister Mistério fica a cargo de Marcos Veras, que descreve o set como cinematográfico e cheio de possibilidades. O grupo de jovens protagonistas é formado por Francisco Galvão, Bela Alellaf, Breno Kaneto e Samuel Estevam, que dão vida a João, Edmundo, Berenice e Pituca, respectivamente.
A história atualiza a trama ao contexto contemporâneo, com o enredo acompanhando a “turma do Gordo” na investigação da falsificação de figurinhas da Copa do Mundo. O roteiro mantém o espírito de aventura, com participação de Seu Tomé, dono da fábrica, e do próprio Mister Mistério.
Produção e significado
Tiago Mello, sócio da Boutique Filmes e produtor, ressalta o peso emocional do projeto, lembrando a leitura da obra desde a infância. A adaptação envolve os direitos dos três filhos de João Carlos Marinho, falecido, e é apresentada como uma forma de preservar a memória da obra.
Para o diretor, a produção celebra o cinema nacional voltado para crianças e jovens, reforçando o potencial de novas gerações. Márcio Fraccaroli, da Paris Filmes, destaca a homenagem a São Paulo e o estatuto da obra no cenário da literatura infantojuvenil brasileira.
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