- Jonathan Anderson apresentou o cruise 2027 da Dior em Los Angeles, com desfile escrito como se fosse um roteiro de cinema.
- A cenografia transformou o espaço em um thriller noir californiano, com Cadillacs vintage, névoa artificial e faróis iluminando os looks; as peças ganharam inspiração nos interiores dos conversíveis, principalmente as Saddle Bags.
- Entre os destaques técnicos, houve jeans rasgados reconstruídos com correntes ultrafinas de prata; headpieces criados por Philip Treacy, com penas moldadas formando palavras como “Dior”, “Buzz” e “Flow”.
- Um vestido vermelho posicionado no centro do desfile relembra a tradição de Christian Dior de inserir uma peça vermelha para acordar o público.
- A coleção celebra a papoula da Califórnia, símbolo de sonhos, conectando o imaginário pós-guerra, o surrealismo e Hollywood, como se LA fosse um grande set de cinema.
Jonathan Anderson estreia no segmento cruise da Dior em Los Angeles com um desfile escrito como roteiro de cinema, celebrando imagens, sonhos e a cidade. A apresentação transformou o espaço museal em uma narrativa visual de cinema noir californiano, mesclando glamour, memória e couture.
A cenografia misturou elementos de thriller com referências automotivas: Cadillacs vintage distribuídos pelo ambiente, névoa artificial e faróis que desenhavam o contorno dos looks. Os carros inspiraram acessórios, especialmente as Saddle Bags, com referências diretas às carrocerias e aos interiores dos conversíveis.
Entre os aspectos técnicos, destaque para jeans rasgados reconstruídos com correntes ultrafinas de prata que imitam fios de algodão. Headpieces criados por Philip Treacy trazem penas modeladas formando palavras como Dior, Buzz e Flow, reinterpretando itens usados por Isabella Blow.
O vestido vermelho, posicionado no meio do desfile, remete a uma tradição de Christian Dior de inserir uma peça nessa cor para despertar o público e manter o ritmo da apresentação. A paleta da coleção é dominada pela papoula da Califórnia, símbolo de sonhos e escapismo.
A flor aparece em aplicações tridimensionais, lembrando esculturas têxteis em movimento. O Cruise 2027 constrói uma Los Angeles de imagens: cinema noir, glamour de Hollywood, arquitetura brutalista e carros antigos convivem como num grande set contínuo.
Ao longo da noite, a marca reforçou uma ideia central: a cidade é lembrada mais pelas imagens produzidas do que por sua estrutura física. O desfile resultou em uma atmosfera de sonho que transita entre o que foi visto, filmado e imaginado.
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