- Produção Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro, tem orçamento de R$ 134 milhões e foi escrita por Mário Frias.
- Áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro mostram cobrança de parcelas de patrocínio por Vorcaro, totalizando cerca de R$ 61 milhões.
- Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam possível uso do filme para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, em meio à crise do Banco Master.
- Cena vazada mostra Jim Caviezel sentado sobre figurantes, simulando apoiadores, quando o ex-presidente é atingido pela facada em 2018; a atuação gerou memes e críticas nas redes.
- A GOUP Entertainment negou repasse de Vorcaro; Mário Frias inicialmente afastou relação, depois reconheceu financiamento da empresa de Vorcaro; Flávio Bolsonaro disse que houve patrocínio privado para viabilizar o filme, com direitos de imagem da família.
O que aconteceu envolve a circulação de trechos de uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, com foco em acusações de financiamento privado. A discussão ganhou força após áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, sobre envio de parcelas a um financiador, o que envolve valores próximos de 61 milhões de reais. O filme Dark Horse, ainda sem lançamento, tem orçamento estimado em 134 milhões de reais.
Segundo relatos, o orçamento total do filme foi estruturado com patrocínios privados. O material circulado mostra cenas de Jim Caviezel interpretando o ex-presidente durante o momento da facada em 2018, em meio a figurantes com simulação de apoio, o que provocou críticas nas redes.
A repercussão envolve a relação entre o projeto, o Banco Master e o financiador Daniel Vorcaro, apontado em áudios. O debate público se intensificou diante de informações do Coaf sobre possíveis movimentos de ocultação de patrimônio ligados ao contexto financeiro do filme.
Financiamento, posicionamentos e respostas oficiais
A GOUP Entertainment, produtora do longa, negou que haja qualquer repasse do chamado Banco Master ou de Vorcaro aos investimentos. O comunicado afirma que o conjunto de financiadores não inclui esse banco nem empresa associada.
Mário Frias, produtor executivo, inicialmente negou vínculo com o Master, mas revisou a posição, admitindo financiamento da empresa de Vorcaro. Em nota, ele explicou que houve uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
Flávio Bolsonaro reconheceu a existência de patrocínio privado para o filme, afirmando tratar-se de apoio financeiro para a produção de uma obra sobre a história da família. O senador mencionou que conheceu Vorcaro em 2024 e que houve contatos após atrasos nos pagamentos.
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