- The Guardian elegeu Middlemarch, de George Eliot, como o melhor romance de todos os tempos em pesquisa com escritores, acadêmicos e críticos.
- Publicado em partes entre 1871 e 1872, o livro subverte o modelo de “história de casamento” ao colocar Dorothea Brooke, jovem com desejo de saber, no centro da trama.
- A ação se passa quarenta anos antes, em um Inglaterra à beira de grandes mudanças políticas e sociais, incluindo a 1832 e a chegada das ferrovias.
- Eliot moldou a ficção em torno da empatia e da interioridade feminina, abrindo espaço para vozes futuras na literatura, influenciando obras de Isabel Archer e Mrs. Dalloway.
- A obra é uma reflexão sobre o que é ser bom e sobre o heroísmo silencioso de vidas comuns, mantendo relevância sobre simpatia, tolerância e mudança social.
O Guardian escolheu Middlemarch como a melhor obra já escrita na língua inglesa em uma votação entre escritores, acadêmicos e críticos. O retrato de vida provincial do século 19 foi apontado como a grande narrativa de todos os tempos. A escolha foi anunciada em 12 de maio de 2026 pelo veículo britânico.
Publicada originalmente em capítulos entre 1871 e 1872, sob o nome de George Eliot, Mary Ann Evans é reconhecida por inovar ao colocar uma mulher inteligente no centro da ficção inglesa. Dorothea Brooke encarna ideais elevados que se chocam com as limitações da época.
O romance está situado quarenta anos antes de sua escrita, próximo à Reforma de 1832 e à chegada das ferrovias. O tempo de mudanças políticas e sociais serve de pano de fundo para a transformação dos personagens, que enfrentam conflitos entre sonho e realidade.
Contexto literário
A obra é vista como marco da literatura realista inglesa ao introduzir uma protagonista complexa e morais ambílias. Foram citados impactos em posteriores referências à interioridade feminina, influenciando autores como Isabel Archer e Mrs Dalloway, apesar de seu estilo não ser amplamente adaptado para TV ou cinema.
Abordagem de Eliot
Eliot utilizava a mudança de ponto de vista como responsabilidade moral, promovendo empatia entre personagens e leitor. A autora, que havia perdido a fé, sugeriu que a divindade pode ser encontrada na compaixão entre as pessoas, conforme a leitura crítica da época.
Recepção e legado
Apesar de elogios, Eliot é frequentemente percebida como mais contida que outras contemporâneas. Sua obra é celebrada pela densidade moral e pela observação minuciosa de comunidades pequenas, com reflexos sobre eleições locais e incertezas nacionais.
Relevância contemporânea
O romance continua a renovar-se para cada geração, segundo a leitura dos editorialistas. A obra é descrita como uma celebração da heroísmo silencioso de vidas comuns e de uma literatura que mergulha na complexidade humana sem recorrer a simplificações.
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