- Adèle Exarchopoulos interpreta Garance, uma jovem atriz com grande problema de bebida, no filme dirigido por Jeanne Herry.
- Garance trabalha numa companhia de repertório em Paris e acaba na turnê de escolas, onde a vida de festa atrapalha a atuação.
- Ela é demitida após chegar atrasada a encontros e recebe uma intervenção para buscar ajuda.
- A história mostra a relação com Pauline, designer de cenários, e a irmã grávida que desenvolve câncer, para acentuar a crise da protagonista.
- A narrativa culmina com Garance anunciando a necessidade de parar de beber, sem recorrer a grupos de apoio, e é descrita como retrato superficial e pouco convincente da dependência.
Garance review: Adèle Exarchopoulos entrega atuação firme em retrato que falha ao lidar com o alcoolismo
A cineasta Jeanne Herry apresenta Garance, drama centrado em uma atriz em luta contra o alcoolismo, exibido em Cannes. No filme, a performance de Adèle Exarchopoulos é destacada como o ponto forte, mesmo diante de uma narrativa que, segundo a crítica, se mostra pouco convincente na sua abordagem da dependência.
A personagem Garance trabalha como atriz jovem em uma companhia de repertório em Paris, com aspirações a papéis de maior responsabilidade. Inicialmente, a protagonista integra a equipe de tournês que leva teatro a escolas, mas enfrenta uma queda de carreira ao longo de uma rotina de festas diárias que agrava a sua situação.
A trama acompanha ainda a relação de Garance com uma cenógrafa, Pauline, cuja relação sofre com o consumo de álcool, além de uma irmã grávida que desenvolve câncer, elemento que a crítica aponta como recurso para forçar um marco de maturidade da personagem.
Crítica aponta superficialidade na abordagem do tema
A obra é marcada por cenas em que Garance se apresenta em palco, com energia que é elogiada pela imprensa. No entanto, a depuração do retrato do alcoolismo é apontada como ruidosa e pouco perspicaz, segundo a análise publicada. O momento em que a personagem é confrontada por um médico, que questiona seu estado de saúde, é citado como uma virada frágil.
Ao reconhecer a necessidade de parar de beber, Garance decide encerrar o hábito sem recorrer a métodos de apoio ou programas de recuperação, o que levanta dúvidas sobre a verossimilhança da jornada. A crítica sugere que a narrativa recorre a soluções simplistas, sem explorar com profundidade as complexidades da dependência.
A imprensa de Cannes avaliou Garance como uma produção que oferece atuações fortes, sobretudo de Exarchopoulos, mas que não sustenta a construção dramática ao longo de sua resolução. O filme esteve entre as projeções do festival, recebendo comentários que destacam o talento da intérprete em meio a uma história considerada pouco satisfatória pela sua ingenuidade.
Entre na conversa da comunidade