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Escritor Joem retrata massacre de 1959 em Brasília na ficção histórica

Escritor de quinze anos lança ficção histórica que resgata massacre da Guarda Especial de Brasília em 1959, desconstruindo o mito da Capital da Esperança

Pedro Augusto, de 15 anos, lança seu segundo livro neste sábado (16/5) - (crédito: Divulgação)
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  • Pedro Augusto Falcão, de 15 anos, lança o romance Memórias da Capital Severina, ficção-histórica sobre o massacre da Guarda Especial de Brasília em 1959.
  • A obra retrata o cotidiano dos trabalhadores que ergueram a cidade e como esses feitos foram apagados da memória histórica.
  • Memórias da Capital Severina tem edição impressa e digital, possui 85 páginas e custa R$ 30, sendo publicada de forma independente.
  • O autor já tinha texto publicado digitalmente, A Casa das Memórias, e afirma que ver a obra impressa o inspira a seguir escrevendo.
  • O título faz referência a Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, buscando desconstruir a imagem utópica de Brasília; o protagonista da história se chama Severino.

Pedro Augusto Falcão, de 15 anos, lança Memórias da Capital Severina, uma ficção histórica sobre o massacre da Guarda Especial de Brasília (GEB) durante o carnaval de 1959. A obra chega em versão impressa e digital, explorando o que ficou invisível na construção da capital.

O romance retrata o cotidiano dos trabalhadores que ergueram a cidade, destacando o apagamento de esses personagens na memória coletiva. O enredo usa o massacre da GEB como marco central, combinando fatos com elementos de ficção para revelar a história por trás da propaganda de Brasília.

O autor revela que o interesse pelo tema surgiu ao pesquisar o episódio do massacre, relacionado à construção da cidade. A obra pretende desconstruir a imagem heroica da capital e mostrar que houve sangue e perdas na sua consolidação.

A influência do título é deliberada: inspirado em Morte e Vida Severina, o livro busca um tom mais crítico sobre a narrativa oficial. O nome sugere Brasília menos utópica e mais complexa, mantendo o protagonismo de Severino dentro da ficção.

Memórias da Capital Severina tem 85 páginas e é publicado de forma independente, com preço de R$ 30. A obra marca a estreia impressa de Pedro Augusto, que já havia publicado um texto digital, A Casa das Memórias. A publicação é uma oportunidade de ampliar o debate sobre a história trabalhista da cidade.

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