- Copan completa sessenta anos nesta segunda-feira e ganha celebrações com o documentário Copan, dirigido pela cineasta Carine Wallauer.
- O novo síndico Guilherme Milani avança com ações de marketing e cultura, incluindo a reabertura do terraço com palco removível para pocket shows.
- A restauração da fachada exige cerca de R$ 68 milhões; a prefeitura concedeu subvenção de R$ 13 milhões, correspondente a cerca de vinte por cento do valor.
- O Cine Copan será reaberto em 2027 em parceria com a Galeria Pivô; o mezanino foi reformado para uso por organizações como Greenpeace e Enjoei.
- O lançamento do romance policial Crime no Copan e a estreia do documentário reforçam o papel do edifício como núcleo cultural, enquanto o edifício segue expandindo atividades de hospedagem para visitantes.
A Copan completa 60 anos nesta segunda-feira, 25, em meio a transformações que visam ampliar o papel do edifício como polo cultural do centro de São Paulo. Novo síndico planeja reabrir o terraço com pocket shows e quer anúncio com projeções na fachada. O aniversário ganhará um documentário e o lançamento de um romance policial ambientado no prédio.
O documentário Copan chega aos cinemas nesta semana, após a cineasta Carine Wallauer acompanhar a história do empreendimento desde 2014. A obra integra as celebrações do aniversário e revela perspectivas sobre o papel social do prédio, que foi projetado por Oscar Niemeyer. O edifício tem sido palco de mudanças administrativas e de uso.
Quem assume a gestão após mais de 30 anos é Guilherme Milani, que buscou fortalecer áreas de marketing e cultura. A transição inclui propostas para tornar o Copan um centro cultural permanente, com reformas no foyer e uso do terraço para eventos com palco removível. A ideia é manter o prédio ativo nas áreas de gastronomia e bem-estar.
Pelo lado cultural, o projeto Copan Cultural prevê transformar espaços comuns em hubs de atividades artísticas, reuniões e gravações. A fachada pode receber conteúdo projetado, caso não haja viabilidade de patrocínio direto por marcas, conforme avaliações técnicas de custo para a retirada da tela atual.
Copan Cultural
O terraço, fechado desde a pandemia, é alvo de intervenções simples como guarda-corpos e montagem de palco temporário. As ações visam ampliar a programação externa, mantendo o Copan como referência de multifuncionalidade para moradores, visitantes e hóspedes que buscam experiência no prédio.
Reabertura do Cine Copan
O Cine Copan, que funcionou como igreja nos anos 1990, será reformulado para um complexo cultural em parceria com a Galeria Pivô. A inauguração está prevista para 2027, com a ideia de ampliar as atividades de artes cênicas e exposições. O espaço já recebeu uma temporada de Hamlet pela Viva do Brasil.
A gestão também reformou o mezanino, alugando espaço para organizações alinhadas ao novo perfil do prédio, como Greenpeace e a plataforma de vendas Enjoei. O Copan passou a receber visitantes que desejam viver a experiência de morar temporariamente no edifício, com serviços diferenciados.
A valorização do Copan tem impactado o mercado imobiliário. Proprietários relatam aumento de aluguel, embora haja debates entre moradores sobre custos e convivência com hóspedes. Guilherme Milani afirma que o diálogo com anfitriões é essencial para manter a convivência no condomínio.
O debate sobre hospedagens é intenso entre moradores, com relatos de crescimento de 20% ao ano no Airbnb do Copan. Em 2025 foram registradas 24 mil hospedagens, segundo dados de imobiliárias e do síndico. O movimento é visto como contribuição para a manutenção e valorização do edifício.
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