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Livro de Slow Horses mostra espiões menos heróicos que a série premiada

Slow Horses mostra espiões fracassados; a série premiada da Apple TV+ difere o tom e amplia o alcance global da obra

Gary Oldman como o espião Jackson Lamb em cena da série 'Slow Horses', do Apple TV
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  • Mick Herron escreveu a série Slow Horses, com River Cartwright e a Slough House chefiada por Jackson Lamb, foco em espiões inaptos.
  • No Brasil, os dois primeiros volumes chegaram pela editora Intrínseca: Slow Horses e Leões Adormecidos.
  • A adaptação para a Apple TV+ trouxe Gary Oldman no papel de Lamb; a sexta temporada está prevista para o fim de 2026.
  • Na série, os slow horses aparecem mais heroicos do que nos livros, que mantêm tom mais falho e desajeitado.
  • Herron disse que não pretendia representar fielmente o MI5 e que o contexto de rise de grupos radicais no Reino Unido influenciou a obra desde o início.

O livro Slow Horses, de Mick Herron, retrata espiões fracassados que operam à margem do MI5, com foco na unidade Slough House. A trama acompanha River Cartwright, jovem agente que falha em um treinamento e acaba refugiado nessa ala desmembrada do serviço.

A série ganhou notoriedade pela adaptação Apple TV+, que estreou com sucesso há alguns anos. Gary Oldman interpreta o chefe Jackson Lamb, figura truculenta e brilhante que comanda os chamados slow horses.

Neste ano, o público brasileiro passou a contar com a publicação de dois títulos da série pela editora Intrínseca: Slow Horses e Leões Adormecidos. A obra inaugural chegou ao Brasil para ampliar o público de Herron no país.

Segundo a narrativa, Lamb conduz Cartwright e o grupo em missões que envolvem a tentativa de resgatar um adolescente paquistanês sequestrado por extremistas de direita. O enredo contrasta com o cenário real de crescimento de facções radicais no Reino Unido.

A obra foi escrita em contexto distinto do atual ambiente político. O primeiro livro, publicado no Reino Unido em 2010, já trazia a inversão de expectativas sobre terroristas e vítimas, acrescentando uma camada de ironia à história.

Herron comenta que a ideia era surpreender o leitor ao inverter clichês de vilania e vítimas, e que não previa o alcance global da série. O autor afirma ter ficado surpreso com a disseminação da narrativa ao longo dos anos.

Com o sucesso inicial, os livros demandaram um mergulho maior no universo da espionagem. Herron passou a explorar como o MI5 interage com o governo e com outras agências, além de diferentes ameaças.

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