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Viajantes do tempo criados por IA registram vlogs históricos

Vídeos gerados por inteligência artificial mostram viajantes do tempo em cenários históricos, atraindo milhões de visualizações e gerando debate sobre precisão e utilidade educativa

AI-generated vloggers like Chloe VS History (left) and Nova VS History are, their creators say, ‘taking an already-proven format and applying it to history’
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  • Criadores usam IA para criar vlogs de viagens no tempo, levando pessoas a Londres Tudor, Pompeia, Roma Antiga e outros cenários históricos.
  • O canal mais popular é Chloe VS History, com mais de 610 mil seguidores no Instagram e 15 milhões de visualizações no YouTube, onde Chloe experimenta comidas, visita mercados e mergulha em banhos romanos.
  • A ideia é tornar a história mais visual e atrativa para jovens, mantendo o formato de vlog já popular no YouTube.
  • Jonathan Laramie usa Seedance 2.0 para produzir os vídeos, buscando combinar precisão histórica com cenas geradas por IA, apesar de eventuais falhas como itens modernos aparecendo em cenas antigas.
  • Em Cannes, Laramie recebeu o prêmio World Influencers and Bloggers (WIBA); historiadores descrevem o formato como uma forma de ampliar o engajamento com a história, sem substituir fontes acadêmicas.

AI gerando viajantes do tempo vlogam história para tornar o passado mais vívido. Conteúdo de canais como Chloe VS History usa ferramentas de IA para recriar cenas históricas em formato de vlog. O público acompanha jornadas por Londres Tudor, Titanic e Roma Antiga.

Chloe VS History é um dos canais mais populares, com centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações. O conteúdo mistura viagens temporais a cenários históricos com interações em locais como mercados medievais e navios famosos.

O criador Jonathan Laramie, de 32 anos, explica que a ideia é atrair jovens e tornar a história mais visível além do ensino tradicional. O projeto utiliza Seedance 2.0 para produzir vídeos, com fontes históricas para orientar as imagens.

A tecnologia permite representar épocas diversas, mas apresenta limitações. Em alguns vídeos, itens modernos surgem em contextos antigos, reflexo de dados usados para treinar a IA. Laramie reconhece esse risco de erro ou “alucinação”.

Paralelamente, o formato recebe críticas de parte do público, que encara o material como conteúdo gerado em massa. Ainda assim, o criador defende o uso criativo da IA para demonstrar possibilidades de reconstrução histórica.

No dia anterior ao anúncio, o canal ganhou visibilidade ao viralizar um episódio sobre a viagem no Titanic, com mais de 4 milhões de visualizações. A história é apresentada pela personagem Chloe, em busca de diálogo com protagonistas do passado.

Na última sexta-feira, Laramie recebeu o World Influencers and Bloggers Award (WIBA) em Cannes, reconhecido por influenciadores e criadores de conteúdo. O prêmio celebra trajetórias e impacto na imprensa digital.

Especialistas acadêmicos ressaltam o potencial educativo do formato. Um historiador de Oxford aponta que as produções podem ampliar o interesse por história e complementar materiais tradicionais, desde que haja rigor metodológico.

O professor afirma que as peças podem coexistir com obras acadêmicas e museus, oferecendo abordagens novas para conteúdos menos abordados, mantendo equilíbrio entre entretenimento e rigor histórico.

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