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Estudo aponta que mulheres idosas aparecem menos filmes que animais e Chris

Estudo no Reino Unido aponta que apenas cinco dos cem filmes mais assistidos têm protagonistas acima de 60 anos; animais falantes e atores chamados Chris são mais presentes

Mulher de cabelos escuros, vestindo um elegante vestido vermelho e luvas pretas, aplica batom vermelho com um pincel, olhando para seu reflexo no espelho. Ela usa brincos dourados e tem uma expressão concentrada. O fundo é uma parede de azulejos brancos com linhas cinzas
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  • Estudo Age Without Limits analisou os cem filmes mais assistidos no Reino Unido nos últimos três anos e mostrou que apenas cinco tinham mulheres com mais de sessenta anos entre os protagonistas.
  • Exemplos citados: Um Dia Ainda Mais Doido (2025), com Jamie Lee Curtis, 67 anos; A Substância (2024), com Demi Moore, 63; Do Jeito que Elas Querem: O Próximo Capítulo (2023), com Diane Keaton; Casamento Grego (2023), com Nia Vardalos, 63; Allelujah (2022, lançado no Reino Unido em 2023), com Jennifer Saunders, 67.
  • Em contrapartida, seis filmes foram estrelados por atores chamados Chris, incluindo parte por Chris Pratt em Guardiões da Galáxia Vol. 3, Super Mario Bros. O Filme e Garfield: Fora de Casa.
  • O estudo também traz uma pesquisa com quatro mil adultos britânicos: 33% acham que não há filmes com mulheres acima de 60; 39% entre as respostas de mulheres; 20% acreditam que não existem filmes suficientes com homens acima de 60; apenas 3% disseram haver filmes demais com esse grupo.
  • O Ageing Better, organização responsável pelo estudo, atua no combate ao etarismo e à marginalização de mulheres idosas, defendendo maior representatividade na tela.

A pesquisa Age Without Limits, realizada no Reino Unido, analisou os cem filmes mais assistidos nos últimos três anos e revelou uma discrepância de idade entre protagonistas. Apenas cinco títulos tiveram mulheres com mais de 60 anos no elenco principal. As informações chegam à imprensa nesta segunda-feira.

Entre os títulos com protagonismo feminino idoso estão Um Dia Ainda Mais Doido, com Jamie Lee Curtis (67) entre as protagonistas; A Substância, com Demi Moore (63) em posição-chave; Do Jeito que Elas Querem: O Próximo Capítulo, um dos últimos de Diane Keaton; Casamento Grego, com Nia Vardalos (63); e Allelujah, com Jennifer Saunders (67).

A comparação com atores chamados Chris mostra diferença menor, porém presente. Seis filmes tiveram figuras com esse nome na equipe principal, sendo grande parte de Chris Pratt em títulos como Guardiões da Galáxia Vol. 3, Super Mario Bros. O Filme e Garfield: Fora de Casa. Também aparece o ator Christian Friedel, que é conhecido por Chris entre amigos.

A influência de faixas etárias na tela foi tema de entrevistas com a atriz Emma Thompson, que enfatiza a necessidade de histórias com mulheres mais velhas e com menos barreiras. A declaração ressalta que as protagonistas já existem na vida real e merecem refletir na tela.

O estudo também trouxe uma pesquisa de opinião com 4 mil adultos britânicos sobre a presença de atores mais velhos no cinema. Dados indicam que 33% dos pesquisados entendem que não há filmes suficientes com mulheres acima de 60, e 39% entre as respostas de mulheres. Em contrapartida, 3% consideram haver filmes demais e 20% acham que faltam longas com homens acima de 60.

O Age Without Limits é promovido pela Centre for Ageing Better, instituição de caridade que combate o etarismo. A entidade destaca que a sub-representação de mulheres idosas envolve padrões presentes em várias mídias e setores da vida pública. A organização reforça a necessidade de ampliar a diversidade etária nas narrativas culturais.

O projeto Age Without Limits sucede o estudo Cast Aside, de 2023, que avaliou mais de 1.200 personagens em filmes britânicos de 2010 a 2022. Entre suas conclusões, mulheres acima de 65 anos aparecem com menos frequência que homens da mesma faixa etária e mulheres acima de 50 falam, em média, 14% menos.

Pesquisadores também observaram representações de empoderamento entre as mulheres mais velhas; personagens mais velhas costumam aparecer em papéis passivos ou caricatos, com pouca relação com a narrativa. A liderança do estudo enfatiza a importância de evitar a invisibilidade de pessoas idosas na cultura popular.

Harriet Bailiss, líder da campanha Age Without Limits, afirma que falhas na representação contribuem para a marginalização de pessoas idosas. A coordenadora destaca que o público busca ver toda a diversidade de fases da vida refletida na tela, sem descriminar por idade.

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