- O romance Hum, de Helen Phillips, venceu o Climate Fiction Prize, com prêmio de £ 10 mil.
- A história acompanha May, mulher cuja vaga de trabalho é ocupada por um Hum — um robô humanoide — em um futuro em que a natureza é rara.
- May participa de um experimento de injeção que altera o rosto para não ser reconhecida pela vigilância, recebe pagamento e compra passes para o Jardim Botânico, último espaço verde da cidade.
- O tema central aborda a “Disneyfication” da natureza e o papel do privilégio na inação frente à crise climática, segundo avaliadores.
- Além de Phillips, a shortlist incluiu Madeleine Thien, Robbie Arnott, Keshava Guha, Susanna Kwan e Maria Reva; o painel foi liderado pela crítica Arifa Akbar.
Hum vence prêmio de ficção climática com visão de futuro dominado pela IA
A obra Hum, de Helen Phillips, levou o Climate fiction prize. O romance acompanha May, mulher cuja função é assumida por um humanoide conhecido como hum. A autora é norte-americana e a publicará pela editora Atlantic Books.
O prêmio tributou o valor de 10 mil libras. O júri descreveu o livro como uma leitura sobre a “disneyficação” da natureza, tornando-a um espaço caro e raro. A obra também foi elogiada por explorar o privilégio como motor da inação frente à crise climática.
O júri também destacou que o romance mostra como máquinas questionam a trajetória de consumo extremo, ao mesmo tempo em que aponta futuros alternativos para a família retratada na história. Aclamada pela crítica, a obra é considerada alarmante e cativante.
Entre os indicados deste ano estavam Madeleine Thien, Robbie Arnott, Keshava Guha, Susanna Kwan e Maria Reva. A lista oficial integra títulos que discutem mudanças climáticas e tecnologia sob perspectivas diversas.
A inspiração de Phillips veio de uma experiência cotidiana: ao retornar do trabalho, ela pensou em comprar panos de prato e percebeu anúncios direcionados. A autora disse que esse momento alimentou a ideia de cenários extremos de vigilância algorítmica.
A fundadora da Climate Spring, Lucy Stone, afirma que a obra ajuda a conectar leitores com o tema sem choramingar por um futuro inevitável. O livro mostra como as máquinas passam a questionar a propaganda e o consumo, abrindo espaço para diferentes futuros.
Sobre o romance e o prêmio
A avaliação do prêmio foi conduzida por um painel de jurados que incluiu a crítica Arifa Akbar. Além de Phillips, integraram a comissão a escritora Kit de Waal, a cientista Friederike Otto, a autora Daisy Hildyard e a romancista Jessie Greengrass.
A edição de Hum também faz parte de uma produção que reúne contos e um livro infantil da autora. O título foi publicado pela Atlantic Books e tem valor de capa de 16,99 libras.
Phillips participa de um encontro no Hay Festival, onde discutirá a obra. O evento ocorre na sexta-feira 30 de maio, com transmissão para leitores interessados.
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