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Cinemas substituem silêncio por shows de Billie Eilish para atrair público

Show nas telonas atrai multidões e aumenta venda de ingressos, com salas lotadas e cantoria de fãs, sem proibição pelas redes de cinema

Cena do filme 'Billie Eilish - Hit Me Hard and Soft: The Tour in 3D'
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  • Billie Eilish pediu que fãs cantassem, gritassem e dançassem nas salas de cinema durante o filme que registra sua última turnê, gesto seguido por espectadores e registrado em Londres; a cantora pediu desculpas pela bagunça.
  • O movimento de filmes-concerto ganhou força após o sucesso de Taylor Swift, cuja The Eras Tour faturou US$ 261,6 milhões em bilheteria mundial; no Brasil, o filme arrecadou R$ 7,9 milhões e levou 186 mil espectadores.
  • Outros exemplos de sucesso incluem BTS, com registro do retorno em cinemas que rendeu US$ 51,6 milhões; no Brasil, foram vendidos 182 mil ingressos, gerando R$ 6,9 milhões.
  • Grandes redes de cinema, como Cinemark, Cinépolis e Cinesystem, adotaram a estratégia de exibir shows e não intervêm na cantoria, buscando tornar a experiência mais atrativa com itens como baldes de pipoca e souvenirs.
  • Especialistas destacam que o auge desse formato vem do boom de shows no pós-pandemia, com uso de tecnologias imersivas (ex.: ScreenX) em filmes-concerto de diferentes artistas e estilos.

Billie Eilish pediu que fãs cantassem, gritassem e dançassem nas sessões do seu filme da turnê mais recente. O pedido chegou antes da pré-estreia em Londres e ganhou resposta imediata em salas do mundo todo. O estilo quebra regras de etiqueta do cinema para acompanhar o show.

A iniciativa se insere em um movimento crescente na indústria do entretenimento. Nos últimos anos, filmes-concerto e shows gravados em 3D vêm abrindo espaço ao lado das estreias convencionais, impulsionados pela demanda após o isolamento pandêmico.

Panorama do movimento

Entre 2023 e 2024, grandes estúdios e exibidores exploraram esse formato. Taylor Swift liderou o segmento com a maior arrecadação de bilheteria entre filmes-concerto, superando rivais e gerando resultados expressivos no Brasil e no exterior, segundo a Comscore.

O desempenho brasileiro de Swift foi de cerca de 186 mil espectadores e R$ 7,9 milhões arrecadados em sete dias de exibição. Em São Paulo, houve momentos notáveis, como pedidos de casamento durante sessões.

Casos recentes e impactos

Antes de Eilish, o BTS já apresentava números expressivos com seus registros de shows, somando milhões de dólares em bilheteria e atraindo grandes públicos em cinemas ao redor do mundo. Outros títulos de artistas como Beyoncé, Coldplay e Lady Gaga também foram ao cinema.

Especialistas apontam que a tendência está ligada ao retorno de shows após a pandemia e à busca por formatos imersivos. Empresas de cinema têm investido em tecnologias como salas com visão estereoscópica e recursos de imersão.

Repercussões no cinema tradicional

Rede Cinemark divulgou campanhas que estimulam a participação do público nas sessões de filmes-concerto, mantendo a aceitação da cantoria. Outras redes, como Cinépolis e Cinesystem, destacam estratégias para atrair fãs, com brindes e souvenirs.

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