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Virginia Evans: amou livros sobre coisas que não existem

Virginia Evans, finalista do Women’s Prize, cita Steinbeck, Didion e Lahiri como inspirações e relembra chorar com Little Women aos trinta

Virginia Evans.
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  • Memória de leitura infantil ao lado da irmã mais velha, em casa ou no carro, aos quais se relaciona com livros como The Velveteen Rabbit e Shel Silverstein.
  • Gosta de mistérios e mundos de fantasia, como Nancy Drew, Narnia e The Wind in the Willows, buscando escapismo em histórias com criaturas e viagens no tempo.
  • Aos 15 anos, leu The Grapes of Wrath e passou a entender o que a ficção pode fazer, ampliando empatia e compreensão histórica.
  • Joan Didion mudou a forma de enxergar o mundo e a escrita; Jhumpa Lahiri a inspirou a querer ser escritora ao demonstrar o poder da linguagem.
  • Leitura atual e hábitos: está lendo While I Was Gone; tem leituras de conforto como The Uncommon Reader, Beautiful Ruins e I Capture the Castle; releituras de Rebecca e East of Eden.

Virginia Evans, romancista indicada ao Women’s Prize, revela, em entrevista, as fontes que moldaram sua escrita, com referências a Steinbeck, Didion e Lahiri. A autora descreve como a leitura de infância a levou a buscar mundos possíveis, longe da rotina, desde cedo. O relato compõe um retrato de influências que vão além de um simples gosto literário.

A narrativa da vida literária de Evans começa com memórias de infância ao lado da irmã mais velha, que a incentivou a ler. Entre as lembranças estão o banco de trás do carro da família e as camas de casal compartilhadas, cenários que moldaram sua percepção de leitura como escape.

Influências que moldaram a escrita

Evans cita obras que alimentaram a curiosidade por mistérios e universos de fantasia na juventude, como Nancy Drew, The Boxcar Children, Narnia e O Vento nos Salgueiros. Esses títulos, diz, alimentaram o desejo de adentrar mundos diferentes e ver o impossível tornar-se real.

A influências de Steinbeck, Didion e Lahiri aparecem como marcos formadores. Ao ler The Grapes of Wrath aos 15 anos, Evans descreve ter entendido o potencial da ficção em retratar a condição humana e eventos históricos de forma empática.

A virada para a escrita

A escolha por se tornar escritora ocorreu durante a faculdade, ao ler Interpreter of Maladies. A autora afirma ter entendido como a linguagem pode transformar a experiência humana, levando-a a concluir que era possível escrever aquilo que desejava.

Ao falar sobre Didion, Evans destaca que a leitura da escritora altera a percepção sobre mundo, pessoas, política e tempo. A prática de linguagem de Didion é apontada como ponto decisivo para rever caminhos na própria produção literária.

Leituras que permanecem

Sobre o retorno a autores já conhecidos, Evans comenta ter refeito a leitura de Pride and Prejudice apenas no final dos seus vinte anos, descobrindo novas camadas na obra. Entre as releituras favoritas, cita Rebecca, de Daphne du Maurier, e East of Eden, de Steinbeck, que afirma estar perto de re ler.

A autora também menciona o impacto de uma leitura mais recente: a trilogia Millennium de Stieg Larsson deixou-lhe sensação de desconforto, levando-a a considerar ler novamente apenas no futuro.

Obras que marcaram momentos diferentes

Antes de ver o filme de 2019, Evans descobriu Little Women de Louisa May Alcott e chorou diante da cena de Jo buscando reconhecimento como escritora. Ela identifica-se com a figura materna das Filhas de Jo, compreendendo sentimentos provocados pela maternidade e aspirações artísticas.

Na fase atual, Evans relembra a leitura de While I Was Gone, de Sue Miller, como uma redescoberta que apura o gosto pela construção de histórias e pelo tom às vezes sombrio da autora.

Leituras de conforto e continuidade

Entre as leituras que a acolhem, Evans aponta The Uncommon Reader de Alan Bennett, Beautiful Ruins de Jess Walter e I Capture the Castle de Dodie Smith. Esses títulos são citados como fontes de conforto, mantendo o estilo de leitura que acompanha a autora ao longo da carreira.

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