- Marjane Satrapi, artista franco-iraniana e autora de Persépolis, morreu aos 56 anos, “de tristeza”, pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa.
- Ripa, produtor sueco, morreu em oito de abril do ano passado; a família confirmou a mensagem de que Satrapi tinha perdido o amor de sua vida.
- Satrapi ficou famosa mundialmente pela graphic novel Persépolis, que retrata sua infância em Teerã e a Revolução Islâmica, ganhando prêmios no Festival de Cannes e no César.
- Em 2025, a autora recusou a Ordem Nacional da Legião de Honra, protestando contra a “hipocrisia” do governo francês nas relações com o Irã e criticando políticas de visto do país.
- Entre obras, destacou-se Mulher, Vida, Liberdade, roteiro gráfico publicado pela editora Iconoclast, sobre o movimento Iraniano contra o regime, criado por Satrapi com mais de vinte ilustradores.
Marjane Satrapi, artista franco-iraniana e autora de Persépolis, morreu aos 56 anos. A agência AFP confirmou a notícia nesta quinta-feira (4/6), citando pessoas próximas. A família informou que a morte foi causada pela tristeza, pouco mais de um ano após a perda do marido.
Mattias Ripa, produtor, ator e roteirista sueco, morreu em 8 de abril do ano passado. Satrapi publicava mensagens em redes sociais dizendo ter perdido o amor da sua vida, em referência ao falecimento do parceiro.
Satrapi chegou à França em 1994 e naturalizou-se francesa em 2006. A fama internacional veio com Persépolis, graphic novel e adaptação cinematográfica que descrevem sua infância em Teerã durante a revolução de 1979 e o exílio da família.
Legado e reconhecimento
Persépolis conquistou Cannes em 2007 com o Prêmio do Júri e ganhou o César de Melhor Roteiro Adaptado em 2008. A obra foi traduzida para cerca de 20 idiomas e vendeu milhões de cópias mundialmente.
Em 2023, Satrapi recusou a Ordem Nacional da Legião de Honra, citando hipocrisia do governo francês em relação ao Irã. Afirmou que a recusa não era contra a França, mas sim um protesto às políticas de visto.
A artista também criticou as políticas de visto, apontando contradições entre o tratamento de oligarcas iranianos e a situação dos jovens que buscam refúgio na França. A mensagem enfatizava princípios e valores, segundo sua leitura.
Entre as obras de Satrapi, destacam-se Persépolis, Frango com Ameixas e Bordados. Persépolis recebeu prêmios importantes na França e no exterior, consolidando-a como uma voz crítica do Irã em exílio.
Além de livros, Satrapi participou de adaptações audiovisuais e colaborou com projetos de quadrinhos. Em vida, continuou atuante na cena cultural, fortalecendo uma visão universal sobre sua trajetória.
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