- Persépolis, graphic novel de Marjane Satrapi, apresenta uma visão histórica do Irã ao longo do século XX.
- A obra acompanha a juventude da autora durante a Revolução Islâmica de 1979 e a instauraração da República Islâmica, com restrições sociais, opressão política e guerra contra o Iraque.
- A família, mesmo com valores progressistas, viveu restrições e Satrapi foi enviada à Áustria aos 14 anos para escapar do extremismo.
- Ao retornar ao Irã, a autora enfrentou crise de identidade e, após divorciar-se, partiu para a França.
- Em 2007, a adaptação para o cinema ganhou prêmio no Festival de Cannes e a obra recebeu reconhecimentos no César e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Persépolis, graphic novel de Marjane Satrapi, é uma obra que combina memória pessoal e história do Irã no século XX. A publicação aborda a transição do país para a República Islâmica a partir de 1979 e a vida da autora até o período de vida no exterior.
A história começa em 1980, quando Satrapi tem 10 anos. O primeiro volume mostra sua imagem com o hijab, símbolo da nova ordem. A obra descreve restrições sociais, repressão política e o início da guerra com o Iraque.
A família, apesar do ambiente ainda progressista, vive sob vigilância e medo. Os pais protegem a protagonista, mantendo valores liberais em clima de censura e rigidez religiosa.
A autora sai do Irã aos 14 anos, indo para a Áustria. No exílio, enfrenta solidão, choque cultural e preconceito, antes de retornar ao Irã.
Ao retornar, Satrapi observa crise de identidade, com mudanças de costumes e pressão de gênero. Anos depois, divorcia-se e busca novas oportunidades, fixando residência na França.
Contexto histórico
A obra também revisita o Irã entre os anos 1950 e 1979. O golpe de 1953, apoiado pela CIA, derrubou o primeiro-ministro Mossadegh e favoreceu o retorno do xá Reza Pahlavi. A ditadura contou com apoio ocidental.
A tensão aumentou até 1979, quando protestos obrigaram a queda do xá. A Revolução Islâmica levou Khomeini ao poder e instaurou uma república teocrática, mudando o cotidiano e as liberdades no país.
Em 2007, Persépolis ganhou adaptação cinematográfica em animação, co-dirigida por Satrapi e Vincent Paronnaud. O filme recebeu prêmio no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação.
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