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Garotas gritando me perseguiram pela rua: como fizemos Strictly Ballroom

Dificuldades de financiamento e a estreia em Cannes impulsionaram Strictly Ballroom, moldando a imagem do cinema australiano e popularizando a dança entre homens

‘Fran and Scott are the centre of their own world’ … Paul Mercurio and Tara Morice in Strictly Ballroom.
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  • Tara Morice interpretou Fran em Strictly Ballroom, trabalhando com Baz Luhrmann e Craig Pearce na construção dos personagens e do estilo naturalista do filme.
  • Morice realizou sete testes de elenco ao longo de um ano e só recebeu a confirmação de elenco na noite anterior ao início das filmagens.
  • O filme enfrentou dificuldades de financiamento e ceticismo, mas a equipe trabalhou na casa de Fran e nos cenários, incluindo a cena em que o trem de_goods passa pela casa.
  • Paul Mercurio, que atuou como Scott, foi contratado para coreografar os passos inusitados do personagem; ele também contribuiu para a visão de Baz Luhrmann sobre dança e masculinidade no filme.
  • A estreia de Cannes foi marcante, com uma recepção de alto nível e reconhecimento internacional, ajudando a consolidar a trajetória dos cineastas australianos e a imagem do país no cinema.

O filme Strictly Ballroom ganhou vida nos bastidores de Sydney, onde Tara Morice, intérprete de Fran, e Paul Mercurio, que viveu Scott, revelam como o projeto saiu do papel. A produção surgiu da parceria entre Baz Luhrmann e a equipe criativa, após meses de planejamento. O objetivo era explorar a dança de salão com uma abordagem barata, porém ousada para a época.

Morice detalha a relação profissional com Luhrmann, que já era conhecido por uma abordagem teatral. Ela participou de várias leituras de roteiro e do desenvolvimento de Fran, cuja origem é moldada por referências do Paso Doble e por uma produção de cenários marcante. A atriz também ajudou a definir elementos visuais do personagem.

Mercurio conta como foi convidado para coreografar os passos de Scott após receber uma ligação de Luhrmann, que buscava alguém com visão de dança inusitada. Ele descreve o processo de audição, a construção do papel e a convivência com a equipe durante as primeiras etapas de filmagem.

A dupla descreve a fase de pré-produção, com Morice envolvida em tarefas ao lado de Paul Mercurio e a equipe técnica. Eles destacam a transformação do set, as escolhas de design de Catherine Martin e a preparação para as cenas que exigiam precisão de dança.

Cannes e a recepção

O filme enfrentou dificuldades de financiamento, segundo Morice. A estreia em Cannes, porém, surpreendeu pela recepção de público e pela presença de uma legião de fãs, que acompanhava as filmagens no exterior. A experiência consolidou o filme como marco do cinema australiano.

Mercurio destaca a resposta do público, com episódios de aclamação durante a première de Cannes. Ele relembra a experiência de ver o longa ganhar projeção internacional, abrindo espaço para outros trabalhos de diretores australianos que passaram a buscar estilos mais ousados.

A atriz relembra ainda a rotina de promoção global, com viagens para divulgar o filme ao redor do mundo. A produção ajudou a projetar uma imagem diferente da indústria australiana, abrindo caminho para títulos como Muriel’s Wedding e The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert.

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