- Virginia Evans, primeira-romancista americana premiada, venceu o Women’s Prize com The Correspondent, que ficou 32 semanas na lista de best-sellers do New York Times.
- Antes do reconhecimento, ela escreveu sete romances não publicados, recebeu milhares de rejeições e tentou agenciar seus trabalhos em Nova York e Londres, sem sucesso inicial.
- O livro é escrito em cartas e acompanha a vida de Sybil, uma ex-advogada, com inspirações em 84 Charing Cross Road e em Stoner.
- A adaptação cinematográfica já está em andamento, com Jane Fonda no papel principal; Evans será produtora e fará um cameozinho.
- Aos 40 anos, Evans finalmente pode dedicar-se integralmente à escrita, já trabalhando em um novo romance sobre fazer um filme.
Virginia Evans, autora norte-americana, venceu o Women’s Prize com o romance The Correspondent, após longos anos de trânsito entre rejeições e tentativas de publicação. A obra, escrita em cartas, ganhou projeção mundial e ficou 32 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.
A trajetória de Evans inclui anos de escrita diária, entre 5h e 7h, desde os 19 anos, e a produção de sete romances não publicados antes desta estreia. Durante a pandemia, em 2020, ela escreveu The Correspondent em uma casa alugada na Carolina do Norte, em um closet improvisado como escritório.
A autora contou que recebeu milhares de recusas e enviou propostas a agências em Manhattan, Londres e, finalmente, a agente canadense Hilary McMahon, que reconheceu o potencial da obra. Mesmo assim, a venda demorou meses e houve muitos “nãos” antes da publicação.
Antes do prêmio, Evans realizou trabalhos temporários para sustentar a família, que inclui dois filhos: Jack, 13, e Mae, 10, sem assistência de cuidadores. A vida profissional da escritora ficou marcada pela determinação de não desistir diante das dificuldades.
The Correspondent narra a vida de Sybil, uma mulher de várias dores e relações complexas, por meio de cartas. Evans disse ter sido influenciada por romances que exploram formatos de página, como 84 Charing Cross Road, e por histórias que transformam uma vida comum em narrativa comovente.
A autora também citou inspirações literárias, incluindo Ann Patchett, Didion e McMurtry, com cartas ficcionais que dialogam com figuras reais. A obra aborda temas de luto, decepção e superação, mantendo um tom de leveza apesar da gravidade das situações. Evans afirmou que a escrita em formato de cartas facilita a leitura sem reduzir o conteúdo.
O sucesso permitiu que Evans dedicasse-se exclusivamente à escrita em tempo integral, mantendo blocos de duas a três horas diárias após as atividades dos filhos. Ela já está trabalhando em um novo projeto, sobre a produção de um filme, e planeja manter a produção literária ativa.
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