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Amyr Klink elogia diretor de 100 Dias por fazer história bonita sem política

Amyr Klink elogia a ousadia do filme “100 Dias” ao retratar a travessia histórica sem viés político, destacando produção cuidadosa e impacto cultural

Travessia de Amyr Klink no Atlântico Sul inspira '100 Dias', filme dirigido por Carlos Saldanha.
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  • Amyr Klink elogia a ousadia de Carlos Saldanha em retratar sua travessia de 100 dias pelo Atlântico Sul, gesto que o filme busca homenagear em vida.
  • O longa, estrelado por Filipe Bragança, estreia em 29 de outubro exclusivamente nos cinemas e aborda a viagem iniciada em 10 de junho de 1984, partindo da Namíbia rumo ao Brasil a remo.
  • Klink afirmou ter preferido aprender com os erros dos outros a surfar em willkommen, destacando o rigor técnico e o preciosismo da produção.
  • O escritor criticou a chamada “fórmula do Oscar” para as produções brasileiras, dizendo que existe arrogância do país ao colocar foco em premiações em vez de temas variados.
  • Ele também comentou sobre a relação entre livro e filme, admitindo que talvez o livro tenha mais força na transposição, mas elogiando o realismo e o cuidado do filme com a história.

Amyr Klink avalia o novo filme de Carlos Saldanha, 100 Dias, que retrata sua travessia de 100 dias pelo Atlântico Sul. A produção chega aos cinemas em 29 de outubro, estrelada por Filipe Bragança e baseada no livro Cem Dias Entre Céu E Mar. A obra emociona o navegador, que participou das gravações e acompanhou o set.

A história começou em 10 de junho de 1984, quando Klink partiu de Namíbia rumo ao Brasil, remando sozinho. Na entrevista ao Estadão, ele afirma ter sido um feito estudado com rigor, sem buscar reconhecimento no Guinness ou parâmetros emocionais. O enfoque é técnico e pedagógico, segundo ele.

Klink comenta o processo de adaptação do livro para a tela. Ainda não viu o filme completo, apenas cenas no set. O escritor destaca o preciosismo da produção e reconhece o esforço de Saldanha, elogiando a verossimilidade e o carinho com que o projeto foi conduzido.

Oscar e política no cinema brasileiro

Em meio a recentes vitórias brasileiras no Oscar, 100 Dias é visto como exemplo de sucesso internacional sem viés político. O próprio Klink critica a expectativa de premiações, chamando de arrogância brasileira a fixação com Oscars ou conquistas esportivas. Ele cita filmes que abordaram a ditadura com diferentes perspectivas.

O diretor brasileiro é elogiado por ter evitado um viés político explícito, segundo o navegador. Para Klink, a história apresentada no filme foca na jornada, mantendo um tom de beleza e de superação, ainda que tenha, segundo ele, espaço para ajustes em uma transposição para o cinema.

Inspirações e desafios para jovens navegadores

Klink relata o recebimento de relatos de jovens interessados em reproduzir a travessia. Ele ressalta a importância de executar a ideia de forma prática, sem dependência de assessorias. Um jovem brasileiro, Rafael Garcia, que vive na Nova Zelândia, está em rota semelhante em direção à Ilha de Santa Helena, com acompanhamento do escritor.

O navegante afirma ter sonhos ainda por realizar, mantendo a sensação de que eventos improváveis podem acontecer. Ele recorda a base em Paraty e comenta a ideia de barcos felizes versus barcos tristes, destacando a satisfação de comandar projetos viáveis e autossuficientes.

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