- Em Dublin, o narrador visita o James Joyce Centre e vê a porta que representa a casa de Leopold Bloom, no número sete da rua Eccles.
- A porta foi retirada por John Ryan nos anos sessenta para evitar a demolição da casa, que seria convertida para hospital.
- Hoje, 16 de junho, é Bloomsday, dia em que se celebra o romance Ulisses, cuja ação se passa em 16 de junho de 1904.
- Romarias de turistas vão a Dublin para o Bloomsday, com eventos também em cidades ao redor do mundo.
- A porta e a casa permanecem como símbolos concretos da ficção de Joyce, atraindo visitantes que buscam a vida dos personagens Bloom, Molly e Stephen Dedalus.
O jornalismo no dia de Bloomsday vem à tona em Dublin, onde turistas e curiosos percorrem a cidade em reverência ao romance de James Joyce. A reportagem desta matéria acompanha a visita a locais ligados a Leopold Bloom, personagem central de Ulysses, e a celebração que ocorre neste 16 de junho.
Em 2004, o autor deste relato esteve em Dublin com uma amiga. No centro da cidade, visitaram uma casa restaurada que abriga um centro cultural. Entre exposições, destacou-se uma porta antiga, marcada com o número sete, que remete à residência de Bloom na obra.
A casa foi retirada de uma fileira de fachadas de tijolos que seriam demolidas na década de 1960 para a construção de um hospital. Um homem chamado John Ryan removeu a porta histórica para preservar o cenário literário da narrativa de Joyce.
O Bloomsday e o cenário literário
Hoje, o Bloomsday reúne romarias de visitantes que chegam a Dublin para celebrar a passagem de 16 de junho de 1904 no romance. Eventos ocorrem ao redor do James Joyce Centre, associado às trajetórias da família Bloom.
Segundo a percepção do visitante, as pessoas se interessam mais pela vida fictícia dos personagens do que pela vida real das pessoas que inspiraram a história. A porta e o entorno da casa permanecem como vestígios tangíveis da obra literária.
A data, reconhecida no calendário irlandês, movimenta a cidade e atrai visitantes do mundo inteiro. O dia de Bloom tornou-se referência cultural, conectando leitores a uma parte concreta da ficção.
O relato encerra com o reconhecimento de que a porta e o espaço físico alimentam o vínculo entre leitor e personagem. A celebração de Joyce permanece como memória viva de Dublin e de sua literatura.
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