- Estudo do Instituto de Pesquisa em Cinema e Audiovisual analisou quinhentos filmes produzidos por plataformas de streaming no Brasil e no mundo, apontando queda na representatividade.
- Participação de atores negros caiu de vinte e cinco por cento para vinte por cento.
- Participação de indígenas caiu de três por cento para um por cento.
- Participação de mulheres reduziu de quarenta e cinco por cento para quarenta por cento.
- Filme “Guerreiras do K-Pop” é citado como exemplo positivo de participação feminina e diversidade; a pesquisa aponta que a indústria precisa adotar políticas mais inclusivas. Fonte: Folhapress.
A representatividade de minorias em filmes de streaming caiu em 2025, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (17). A pesquisa aponta menos presença de negros, indígenas e mulheres nas produções avaliadas.
O estudo, do Instituto de Pesquisa em Cinema e Audiovisual, analisou 500 filmes produzidos por plataformas de streaming no Brasil e no mundo. Os resultados indicam queda da diversidade em relação ao ano anterior.
Segundo os dados, a participação de atores negros caiu de 25% para 20%, enquanto a presença de indígenas passou de 3% para 1%. Além disso, a participação de mulheres recuou de 45% para 40%.
A queda na representatividade pode estar ligada à priorização de produções comerciais e à busca por públicos específicos, segundo o relatório. Especialistas reforçam a importância da diversidade para refletir a sociedade.
Entre os exemplos citados, o filme Guerreiras do K-Pop é destacado como caso positivo de participação feminina e diversidade cultural, segundo a pesquisa. A diretora, que preferiu não se identificar, disse que a obra buscou retratar a realidade de forma autêntica.
A pesquisa também revela diminuição de personagens indígenas e negros em papéis principais, o que pode impactar a percepção de minorias na sociedade. O estudo recomenda políticas mais inclusivas na cadeia de produção.
Os autores do estudo defendem que a indústria adote práticas que promovam a diversidade desde o roteiro até a seleção do elenco, ampliando a representatividade na tela.
A reportagem é baseada na conclusão do levantamento, útil para orientar mudanças no setor de cinema e streaming, buscando narrativas mais plurais e precisas. Fonte: Folhapress.
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