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Filhos da mãe gentil: ficção com referências ao Brasil real

Ficção de Roberto Feith une jornalismo e mercado financeiro, cruzando realidade brasileira com poder corporativo; a CVM ganha protagonismo no thriller.

Em “Filhos da mãe gentil”, uma ficção com os pés no Brasil real
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  • O romance Filhos da Mãe Gentil é a estreia de Roberto Feith na ficção, dividido em três partes, apresentando um jornalista veterano em crise e um jovem carioca de vinte e poucos anos, filho de um grande bicheiro.
  • Além desses, a narrativa acompanha fundadores de uma startup de inteligência artificial e seus sócios milionários, bem como uma executiva de trinta anos que ocupa uma liderança em uma multinacional de tecnologia.
  • A obra mescla ficção com referências à realidade brasileira, aproximando personagens e situações do público leitor, incluindo menções à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Na parte final, o livro vira um thriller e aprofunda a humanidade dos protagonistas, questionando desejos e falhas em meio ao suspense.
  • O texto enfatiza a relação entre ficção e memória social do Brasil, sugerindo que os protagonistas refletem comportamentos reais e continuam influenciando a percepção do leitor.

Em resumo, a obra Filhos da Mãe Gentil marca a estreia de Roberto Feith no campo da ficção. O romance acompanha um jornalista veterano em crise, lidando com um jovem carioca de classe alta, filho de um bicheiro, que busca reconhecimento junto ao pai. A narrativa dialoga com a realidade brasileira ao entrelaçar ficção e fatos.

A trama reúne ainda um fundador de startup de Inteligência Artificial que busca revolucionar investimentos de varejo, seus sócios milionários e uma executiva de 30 anos em ascensão numa multinacional de tecnologia. Ao longo da história, os personagens vivem encontros e desencontros que afinam a linha entre ficção e fato.

Para o autor, a obra aproxima o leitor da vida real por meio de uma fusão entre a experiência jornalística de Feith, a memória editorial da Objetiva e a vivência empresária que levou à venda da editora ao grupo Prisa-Santillana, cerca de 20 anos atrás.

Filhos da Mãe Gentil é dividido em três partes. Na primeira, apresentam-se os protagonistas e surgem tensões iniciais. Na segunda, a ficção desvela a realidade brasileira como tema central. Na terceira, o suspense ganha força e o leitor acompanha o desfecho sem julgamentos morais.

A presença da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aparece de forma recorrente, inserida entre personagens reais e fictícios, o que provoca leitura atenta sobre instituições reguladoras. A narrativa utiliza esse recurso para explorar o funcionamento do mercado e temas de poder.

O último terço funciona como um thriller, aproximando o leitor dos dilemas dos protagonistas. Algumas trajetórias se consolidam, outras não, sempre sem didatismo. A obra convida o público a refletir sobre ambições, ética e consequências de ações no universo financeiro.

Marcelo Trindade, advogado e professor de Direito na PUC-Rio, foi presidente da CVM. O depoimento dele sobre Feith e a obra aparece no contexto de apresentação crítica, sem que haja opinião final imposta ao leitor.

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