- Sandra Oh está em ensaios no National Theatre, em Londres, interpretando Alice na versão moderna de Le Misanthrope, em linguagem contemporânea porém com versos.
- A peça marca uma transição para o teatro, após sucesso em televisão com Killing Eve; Oh destaca o aspecto colaborativo do palco e a ideia de que ninguém faz tudo apenas pelo dinheiro.
- Ela enfatiza a importância de terapia, amizades de longa data e de falar o que sente, observando que o autoconhecimento é parte essencial da sua atuação e da sua visão sobre o mundo.
- Oh comenta sobre o preparo para o texto em verso, o uso de linguagem técnica e a prática corporal; ela costuma caminhar em parques para decorar falas.
- A atriz apoia a representatividade asiática e recentemente elogiou Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, destacando o impacto positivo de lideranças diversas; neste momento, ela foca na peça e em descansar bem, chegando a dormir até dez horas por noite.
Sandra Oh está em Londres, onde ensaia há mais de um mês no National Theatre, interpretando Alice numa versão moderna de Le Misanthrope de Molière, em adaptação de Martin Crimp. A atriz de 54 anos chega ao palco com energia de bastidores, discutindo o processo de montagem e a transição entre TV e teatro. O objetivo é explorar a adaptação e o desafio técnico do verso, além das motivações por trás da investida cênica.
Oh ficou conhecida mundialmente pelo papel de Eve Polastri em Killing Eve, que elevou sua carreira ao estrelato, especialmente após anos de atuação premiada na televisão canadense. Atualmente, ela faz uma mudança de formato, priorizando o teatro, com participações prévias em Twelfth Night em Nova York e uma estreia na Ópera Metropolitana em La Fille du Régiment. Ela descreve o trabalho coletivo do palco como uma experiência diferente da tela, enfatizando a colaboração e o esforço conjunto de todos os envolvidos.
Transição e perspectivas
A intérprete conversa sobre a importância de abrir espaço para a verdade e a honestidade no meio artístico, além de defender a representatividade de culturas asiáticas na tela. Em londres, ela também comenta a importância de amizades profundas e de manter uma rede de apoio, citando ao longo da carreira mentorias recebidas de colegas renomados. O cenário de Le Misanthrope envolve uma protagonista que critica a hipocrisia do meio artístico, tema com significado para os dias atuais, segundo Oh, que observa a dificuldade de falar o que pensa em determinadas situações.
No repertório pessoal, Oh destaca a terapia como ferramenta essencial para lidar com relações e desafios emocionais, além de manter ligações longas com amigos de infância no Canadá. A atriz também relembra encontros que a encorajaram no início da carreira, incluindo palavras de colegas como apoio para seguir em frente. Ela ressalta que nada é gratuito na indústria e reforça a ideia de que é preciso construir redes e manter vínculos, sem depender apenas de oportunidades externas.
Sobre o trabalho no National
Ao planejar a preparação para Le Misanthrope, Oh prioriza o aspecto físico e a memória corporal como parte do processo criativo, usando caminhadas para memorização de falas. Ela celebra a linguagem técnica do texto em verso como desafio que estimula a descoberta emocional, mantendo o foco no tom específico da dramaturgia para televisão versus cinema. A atriz assinala que, apesar da linguagem antiga, a peça ressoa com questões modernas, incluindo a busca pela verdade e a reação diante de quem fala o que pensa.
O retorno ao palco também traz a ideia de uma experiência colaborativa e o desejo de manter vivo o diálogo sobre diversidade e representatividade no cinema e no teatro. Em momentos de pausa entre ensaios, Oh celebra o ambiente de apoio entre colegas e a construção de uma comunidade criativa, com planos de continuar a trabalhar em projetos que promovam a autenticidade cultural. O show Le Misanthrope fica em cartaz no Lyttelton, no National Theatre, até 1º de agosto.
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