- Ruy Castro, 78 anos, vive no Leblon, Rio de Janeiro, é biografo de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues e mantém coluna na Folha há quase vinte anos.
- Em outubro de dois mil e vinte e dois, assumiu a cadeira de número treze na Academia Brasileira de Letras e a visita ao menos uma vez por semana.
- Além da escrita, Castro coleciona acervo enorme: cerca de três mil LPs e mais de seis mil títulos em DVDs e LaserDiscs, com planos de lançar livro sobre capas de discos do Rio.
- Ele descreve sua forma de trabalhar como busca pela “alma” dos personagens, sempre fundamentada no Rio de Janeiro, cenário constante de sua obra.
- Atualmente trabalha em dois projetos, incluindo o livro “Eu Gosto de Música — Samba, Carnaval, Bossa Nova e todo aquele Jazz”, e vê a Inteligência Artificial com ceticismo, mantendo o foco em materiais físicos.
Ruy Castro, escritor e colunista, revela bastidores da Academia Brasileira de Letras e o que tornou sua obra única: um mergulho no acervo analógico. O jornalista comenta como a convivência no órgão funciona, com respeito mútuo entre personalidades de diferentes correntes políticas.
O relato envolve o dia a dia do autor, hoje com 78 anos, que mantém hábitos de leitura, cinema e música como eixo criativo. Castro vive no Leblon, no Rio, e mantém a prática de caminhar por bairros como Ipanema, Copacabana e Santa Teresa, mantendo contato constante com a cidade.
A vida profissional de Castro começou ainda na infância, quando aprender a ler e escrever aos 4 anos o levou a escrever desde cedo. Ele trabalhou em grandes veículos e hoje assina a coluna sobre cinema na Folha de S. Paulo, além de se dedicar a biografias.
Na prática, Castro diz que só aceita projetos que o apaixone por completo. Entre trabalhos destacados estão as biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, sempre com foco em entender o contexto e a alma do personagem.
Em relação à Academia, ele integrou-se à cadeira 13 em outubro de 2022 e afirma apreciar o ambiente de convivência, onde há respeito entre diversas correntes políticas. O espaço é descrito como colaborativo e sem conflitos graves.
No acervo pessoal, o escritor guarda milhares de itens: mais de 3 mil LPs, centenas de discos de Bing Crosby, e filmes e caixas de DVD que já ocupam décadas de colecionismo. A preservação do material é parte essencial de sua rotina criativa.
Castro planeja novos projetos, incluindo um livro sobre a Rio de Janeiro nas capas de discos e uma coletânea de colunas. Ele reforça que a experiência de morar no Rio molda sua visão sobre cultura, jornalismo e juventude criativa.
O conteúdo cultural que o guia é alimentado pela experiência de vida: cinema, música e jornais. O autor afirma que a inteligência artificial não o intimida, pois seu trabalho se apoia na leitura de dados que já existem e na memória coletiva.
A trajetória de Castro fica marcada pela ligação profunda com o Rio, que ele vê como eixo de sua produção. Mesmo com passagens por Portugal e outras regiões, ele retorna ao tema que domina: a cidade como fonte de inspiração.
Entre na conversa da comunidade