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Lela Brandão aponta autoras e comenta seu primeiro livro, sem autoajuda

Vertigem, livro de estreia de Lela Brandão, reúne referências da jornada da autora e sinaliza leitura complexa, distinta de autoajuda

Foto do autor João Abel
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  • Lela Brandão lança o primeiro livro, Vertigem, que chegou às livrarias na última semana, e afirma que não é um título de autoajuda.
  • A autora também é podcaster e grava o Gostosas também choram; para o livro, ela se inspira na própria coleção de livros, citando referências como Ana Suy, bell hooks e Clarice Lispector.
  • A leitura foi fundamental para ela superar distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia e dismorfia corporal, e bell hooks influenciou a relação entre conforto e questões de gênero.
  • Em Vertigem, Brandão percorre referências que moldaram sua trajetória como artista, podcaster e empresária, mantendo o tom crítico em relação ao rótulo de autoajuda.
  • Em participação na série Coleção de Livros do Estadão, ela apresenta parte de sua biblioteca pessoal e comenta obras destacadas, entre elas O corpo tem suas razões, Mamãe & Eu & Mamãe, How to Break Up with Your Phone, Água Viva, Cupim, Eu que nunca conheci os homens, O perigo de estar lúcida e O ato criativo.

Lela Brandão lança Vertigem, seu primeiro livro, que já chegou às livrarias. A obra expõe trajetórias de artista, podcaster e empresária, além de revelar referências que moldaram seu trabalho. O lançamento surge após a fundação de uma marca de roupas e do podcast Gostosas também choram.

A autora comenta que editoras a procuraram por entender que seu público aceita formatos mais longos e conteúdos que vão além da rapidez das redes sociais. Vertigem não é visto como livro de autoajuda, mas como passeio por referências que inspiraram sua carreira.

Brandão mantém na estante a raiz de suas criações: a coleção pessoal de livros que inspira os roteiros do podcast. A obra, segundo ela, também apresenta trechos que dialogam com suas vivências e a busca por conforto corporal e identidade.

A obra de estreia e as referências

Ao falar com o Estadão, Lela destaca obras que ajudaram a moldar sua visão de mundo. Entre elas, destaca a psicóloga Ana Suy e a escritora bell hooks, que influenciaram sua compreensão de gênero e conforto. A relação entre leitura e criação fica evidente no livro.

Ela reforça que a leitura foi fundamental para enfrentar distúrbios alimentares na adolescência, como anorexia, bulimia e dismorfia. O envolvimento com as obras de bell hooks ajudou a consolidar a marca Lela Brandão Co. e a visão sobre corpo e comunicação.

O livro de estreia apresenta um mapeamento das referências que marcaram a trajetória da autora. Em vez de autoajuda, Vertigem propõe um mergulho crítico nas escolhas que moldaram a presença de Brandão no palco, na moda e na comunicação.

A coleção literária da apresentadora

Durante a visita à coleção, o público pode ver livros que compõem o repertório da autora. Entre as obras citadas estão títulos de outras vozes que influenciam seu modo de ler, pensar e produzir conteúdo.

Entre os destaques listados estão O corpo tem suas razões, de Thérèse Bertherat e Carol Bernstein; Mamãe & Eu & Mamãe, de Maya Angelou; How to Break Up with Your Phone, de Catherine Anne Price; Água Viva, de Clarice Lispector; Cupim, de Layla Martínez; Eu que nunca conheci os homens, de Jacqueline Harpman; O perigo de estar lúcida, de Rosa Montero; e O ato criativo, de Rick Rubin.

A série Coleção de Livros do Estadão continua a explorar acervos de personalidades, ampliando o mosaico de referências literárias apresentadas ao público. O episódio com Lela Brandão está disponível para quem acompanha a série.

Observa-se, assim, que Vertigem funciona como um registro de influências e de caminhos que levaram a autora a suas diferentes frentes de atuação. O livro já está disponível nas livrarias.

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