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Gorki relembra conversas com Tolstói e Tchékhov

Gorki relembra encontros com Tolstói e Tchékhov, destacando tensões e admiração entre grandes da literatura russa

Mario Sergio Conti
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  • Máximo Gorki tinha trinta e um anos quando se encontrou pela primeira vez com Liev Tolstói e Anton Tchékhov; Tolstói tinha sessenta e um anos, Tchékhov quarenta.
  • A edição brasileira do livro Três Russos: E como Me Tornei um Escritor tornou-se best-seller na Rússia e na Europa, e Gorki ficou rico após uma juventude difícil.
  • Tolstói passou a ver Gorki com cansaço, chegando a considerar que o escritor era etnográfico, como se representasse uma raça; Tolstói chegou a desprezá-lo, enquanto Tchékhov descreveu Gorki como “homem bom”.
  • Tchékhov retrucou que Gorki era “bom”, e Tolstói, de modo mordaz, fez críticas físicas, chegando a comparar o nariz de Gorki a um bico de pato.
  • O livro Reminiscences of Tolstoy, Chekhov and Andreyev, de Gorki, foi publicado pela Hogarth Press quase há um século; no Brasil, chegou há vinte anos pela Martins Fontes, com elogios de Leonard Woolf.

Máximo Gorki, Tolstói e Tchékhov aparecem juntos em uma memória literária que atravessa gerações. Em Três Russos: E como Me Tornei um Escritor, o encontro entre os três é relembrado com tom analítico e admirativo. A obra é referência para entender relações entre mestres russos.

A narrativa situa Gorki aos 31 anos, ao encontrar Tolstói, de 71, e Tchékhov, com 40, no fim do século 19 e início do 20. O texto destaca a popularidade dos três na época e a passagem da literatura russa para o cânone europeu.

A história reforça o papel de Gorki como figura central da trinca. A obra publicada pela Hogarth Press de Virginia Woolf descreve a convivência entre as personalidades, em tom que mescla biografia, observação sociocultural e autocrítica.

Contexto e recepção

Gorki nota que o interesse de Tolstói por ele era, segundo o autor, etnográfico, como se Gorki representasse uma “raça” desconhecida. Mesmo assim, a admiração por Tolstói persiste, especialmente pela complexidade humana do escritor de Anna Karenina.

Tolstói, por sua vez, passa a ter distanciamento em relação a Gorki. Tchékhov registra com nuance que Gorki tem “alma de espião” e que Tolstói reage com sarcasmo. A avaliação, embora dura, não anula o reconhecimento entre os colegas.

A obra de Woolf e a própria memória de Gorki ajudam a entender o impacto cultural de Tolstói, Tchékhov e Gorki no fim do século XIX e início do XX. A reportagem destaca ainda a circulação da obra no Brasil, há cerca de duas décadas, pela Martins Fontes.

Destaques da edição brasileira

A publicação no Brasil, há aproximadamente 20 anos, consolidou a presença de Três Russos na bibliografia de relatos biográficos de Tolstói, Tchékhov e Gorki. A leitura é indicada para quem acompanha a dinâmica entre grandes nomes da literatura russa.

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