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Arquivistas de cinema buscam concluir projeto de Orson Welles

Com 30 horas de filmagens reunidas entre França, Espanha e Itália, equipe busca completar o filme de Orson Welles até 2028

A scene from Orson Welles’ Don Quixote. Most of the footage is in black and white, although some scenes were shot in colour in Andalucía.
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  • Um consórcio de acervos europeus, com França, Espanha, Itália e o Museu do Cinema de Munique, tenta finalizar Don Quixote de Orson Welles a partir de trinta horas de filmagens reunidas.
  • O material está distribuído entre Roma (cinematografia negativa), Espanha (cinema com 50 mil metros de filme em 16 e 35 milímetros) e França (oitenta minutos de filmagem em 35 milímetros).
  • O projeto é liderado por Esteve Riambau, especialista em Welles, que coordena a digitalização do material para criar uma versão coerente da obra.
  • O producing não prevê invenções nem efeitos especiais para preencher lacunas; a ideia é apresentar o que existe, como um mosaic com partes faltantes.
  • A parceria recebeu a bênção de Oja Kodar, e a conclusão completa é estimada como possível somente em 2028.

O projeto de completar Don Quixote, de Orson Welles, avança com a formação de um consórcio de arquivistas europeus. A iniciativa reúne arquivos da França, Espanha e Itália, com a participação do Munich Film Museum, para transformar cerca de 30 horas de material disperso em um filme coerente. O apoio vem também da parceira de Welles, Oja Kodar.

A equipe liderada por Esteve Riambau, autoridade sobre Welles, coordena o trabalho. A Cineteca Nazionale de Roma digitaliza 50 mil metros de negativo, somando-se aos 50 mil metros de película 16 e 35 mm guardados na Espanha e aos 80 minutos de filmagem em França. A obra foi iniciada entre 1956 e 1976 em vários países, em uma produção que nunca chegou a um corte definitivo.

O objetivo é apresentar o material existente sem inventar cenas, respeitando a visão parcial de Welles. O projeto trata o filme como um mosaico de peças, com lacunas a serem demonstradas de forma fiel. A maior parte do material é em preto e branco, com algumas cenas coloridas gravadas na Andaluzia, e o áudio permanece incompleto em boa parte das sequências.

Progresso e próximos passos

A equipe não dispõe de um roteiro completo, mas afirma possuir material suficiente para reconstruir parte significativa da obra. Barras de montagem serão abertas para exibir o cânone existente, evitando recursos de ficção ou hipóteses sobre o que não foi filmado.

O registro indica que grande parte das cenas foi rodadas em México, Itália e Espanha, ao longo de duas décadas. O objetivo é mostrar a obra nos limites do que foi gravado, preservando a autenticidade da direção e da concepção de Welles, sem fantasias.

Desdobramentos e cronograma

Segundo Riambau, a aplicação prática do projeto envolve contraste entre o que ficou inédito e o material já preservado. A previsão é que a reconstrução leve tempo, com estimativa de conclusão apenas em fases futuras, devido à necessidade de digitalização, restauração de áudio e alinhamento de imagens entre os três países.

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