- O projeto surgiu em 2010 no Japão, criado por Itaru Sasaki, com uma cabine telefônica no jardim para falar com o primo falecido.
- Menos de um ano após, o tsunami de março de 2011 matou cerca de dezenove mil pessoas, o que levou Sasaki a abrir o espaço ao público para quem está enlutado.
- A cabine funciona desconectada, sem linha, como instalação simbólica que convida a expressar palavras não ditas ao vento.
- Atualmente há pelo menos seis cento e quinze telefones do vento ao redor do mundo, com quatr o cento e vinte e oito nos Estados Unidos, cento e vinte e nove no Canadá e outras em diversos destinos.
- O filme argentino Risa e o Telefone do Vento (2025), ambientado na Patagônia, chegou ao streaming; o portal My Wind Phone cataloga as cabines pelo mundo.
Desde a criação do primeiro “telefone do vento” no Japão, em 2010, já são mais de 600 cabines similares ao redor do mundo. O tema ganhou destaque no filme argentino Risa e o Telefone do Vento (2025), ambientado na Patagônia. A obra chegou recentemente ao streaming.
O aparelho é uma cabine telefônica desconectada, sem linha, que funciona como símbolo de luto. Usuários podem deixar mensagens às pessoas falecidas, funcionando como espaço de expressão silenciosa. A cabine original fica em Ōtsuchi, no Japão, e tornou-se santuário.
Itaru Sasaki, criador da primeira instalação, instalou a cabine no jardim de sua casa após a morte de um primo em 2010. A ideia ganhou visibilidade após o desastre de 11 de março de 2011, quando um tsunami no Japão deixou milhares de mortos, levando Sasaki a abrir o espaço ao público.
Origem japonesa e expansão mundial
Segundo o catálogo My Wind Phone, há pelo menos 615 cabines catalogadas: 428 nos Estados Unidos, 129 no Canadá e 58 em outros países. A instalação continua servindo como resquício de memória para familiares e amigos que perderam alguém.
A produção argentina dirigida por Juan Cabral, mencionada pela imprensa, retoma o conceito como elemento central do enredo. O filme reforça a ideia de que a comunicação com quem partiu pode se manter, mesmo sem conexão física.
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