O autor relata sua experiência ao se afastar das redes sociais, destacando a dificuldade contemporânea em lidar com o silêncio. Ele observa que, em um mundo repleto de ruídos, muitos se sentem desconfortáveis na ausência de estímulos sonoros. A comparação com ascetas históricos, como Simeão Estilita, ilustra a estranheza que pessoas sem presença digital enfrentam.
Durante esse afastamento, o autor percebeu que o silêncio não é um vazio, mas uma oportunidade de observar a vida ao redor. Ele menciona a história de um estrangeiro perdido no Deserto do Namibe, que, ao encontrar um mabeco, aprende que a percepção do ambiente depende da capacidade de enxergar e escutar. O mabeco o aconselha a abrir os olhos para as vidas que habitam o deserto.
O autor também reflete sobre a dependência das redes sociais, onde a consulta constante a aplicativos como WhatsApp e Instagram se tornou comum. Essa necessidade de conexão virtual contrasta com a dificuldade de estar sozinho, levando muitos a buscar sons artificiais para adormecer, como gravações de ruído branco.
A narrativa destaca a importância de redescobrir o silêncio e a atenção ao que nos cerca. O autor conclui que, ao enfrentar o silêncio, é possível perceber a riqueza da vida que muitas vezes passa despercebida em meio ao barulho constante das redes sociais.
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