A psicoanalista e filósofa francesa Anne Dufourmantelle, autora do livro *Puissance de la douceur*, destacou a importância da ternura nas interações humanas. Em um mundo marcado pelo estresse e pela tensão, Dufourmantelle argumentou que a dulzura é essencial para a sobrevivência emocional e social.
Ela faleceu em 2017, ao tentar salvar crianças no Mediterrâneo, um ato que simboliza a conexão entre dulzura e momentos críticos da vida. Dufourmantelle enfatizou que a capacidade de agir com bondade está enraizada em nosso cérebro, mas sua prática exige escolha e esforço. “A dulzura, por si só, não se dá”, afirmou.
A psicoanalista também explorou a ideia de que o oposto da dulzura não é a brutalidade, mas a própria ausência de ternura. Em suas reflexões, ela observou que a dulzura é vital em momentos de nascimento e morte, sendo fundamental para a formação de laços e para a experiência de uma “boa morte”.
Pesquisas de neurociência social, como as de Grit Hein, mostram que a interação gentil pode reprogramar respostas sociais. Quando alguém se comporta de forma doce, mesmo que não se espere, isso pode alterar a dinâmica de relacionamentos.
Dufourmantelle morreu em um ato de entrega, aos 53 anos, enquanto tentava resgatar duas crianças. Sua obra permanece como um convite à reflexão sobre a importância da dulzura em nossas vidas. “A sensação de estar vivo pede dulzura”, escreveu.
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