Recentemente, uma desinformação tomou conta das redes sociais, afirmando que professar a doutrina comunista resulta em excomunhão automática na Igreja Católica. Essa alegação foi desmentida por checagens de fatos, que esclareceram que o Código de Direito Canônico de 1983, publicado pelo papa João Paulo II, não menciona “comunismo” ou “comunista” como motivos para excomunhão.
A confusão surgiu a partir de uma imagem que circulou, associando uma citação falsa ao Código de Direito Canônico. A postagem, que comparava os papas João Paulo II e Francisco, afirmava que o primeiro combateu o comunismo, enquanto o segundo não. No entanto, não há qualquer menção a “comunismo” no documento, que está disponível no site do Vaticano em várias línguas.
A excomunhão é um tema complexo na Igreja, que pode ocorrer de forma automática ou por processo interno. Casos que levam à excomunhão automática incluem violência contra o papa, roubo de hóstias e aborto. A excomunhão implica a exclusão da comunhão com a Igreja e a proibição de participar de sacramentos e cerimônias religiosas.
A viralização da desinformação foi significativa, com um post registrando mais de 5 mil curtidas. Checagens anteriores, como a realizada pelo UOL Confere durante as eleições presidenciais de 2022, já haviam abordado esse tema, reafirmando que a excomunhão não está relacionada à adesão ao comunismo.
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