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Síndrome do ninho vazio provoca reavaliação da identidade em cuidadores e pais

A síndrome do ninho vazio afeta pais após a saída dos filhos, gerando crises de identidade. Celebridades compartilham suas experiências e reflexões sobre essa transição emocional.

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A síndrome do ninho vazio é uma experiência emocional que muitos pais enfrentam após a saída dos filhos de casa. Essa transição, frequentemente marcada por uma perda de identidade e papel de cuidado, tem sido discutida por diversas celebridades.

Recentemente, Fátima Bernardes compartilhou que sentiu uma “falta de sentido” quando seus filhos trigêmeos deixaram o lar. Carolina Dieckmann, por sua vez, mencionou estar na “pré-síndrome do ninho completamente vazio”, antecipando a partida do filho caçula para a faculdade. Poliana Rocha revelou ter vivido um luto emocional com a saída de seu filho para formar sua própria família.

A dor da ausência é um tema recorrente. A psicanalista Eduardo Omeltech explica que essa síndrome é um sintoma visível de uma despersonalização que ocorre quando a vida é centrada no outro. Ele afirma que o silêncio da ausência se torna ensurdecedor quando os cuidadores perdem sua dimensão individual.

Omeltech destaca que a dor não está apenas na ausência, mas no excesso anterior de dedicação. Essa síndrome não é exclusiva da maternidade; também afeta cuidadores e profissionais que se definem pela utilidade. Quando a função se esvai, muitos acreditam que seu valor também desaparece.

Entretanto, o vazio pode ser um portal para a reconexão com o eu. O psicanalista sugere que esse momento pode ser uma oportunidade para buscar terapia, autocuidado e espiritualidade. Ele ressalta que, embora o ninho vazio cause dor, também pode ser o espaço para construir um novo sentido de vida.

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