Matusalém, um pinheiro bristlecone na Califórnia, é a árvore viva mais antiga do mundo, com pelo menos 4.789 anos. Localizada na Floresta Nacional de Inyo, sua localização exata é mantida em segredo para protegê-la de possíveis danos.
Recentemente, a identidade de Matusalém foi revelada após décadas de sigilo. A árvore, que já existia antes da construção das pirâmides do Egito, é considerada um extremófilo, sobrevivendo em condições climáticas severas. Seu nome é uma referência à figura bíblica que teria vivido 969 anos.
Estudos sobre a idade de outras árvores, como o Gran Abuelo, um cipreste gigante no Chile, foram contestados. Pesquisadores tentaram estimar a idade do Gran Abuelo por meio de modelagem estatística, em vez de métodos tradicionais, como a contagem de anéis, o que gerou controvérsias.
Os pinheiros bristlecone, como Matusalém, têm crescimento lento, apenas 2,5 cm a cada 100 anos, o que resulta em madeira densa e resistência a pragas. As condições áridas e frias da Floresta Nacional de Inyo favorecem a sobrevivência dessas árvores, que enfrentam pouca concorrência de outras espécies.
A descoberta de Matusalém foi feita pelo pesquisador Edmund Schulman, que, na década de 1950, identificou árvores com mais de 4 mil anos na Califórnia. A idade das árvores é geralmente determinada pela análise de seus anéis, que fornecem informações sobre o clima e o ambiente ao longo dos anos.
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