O catolicismo romano nos Estados Unidos enfrenta um cenário desafiador, com um declínio de 0,32% no número de fiéis na última década. A eleição do cardeal americano como papa Leão 14, na quinta-feira (8), marca um momento histórico e traz novas perspectivas para a religião no país.
Pela primeira vez, um cardeal dos EUA assume o papado, enquanto o catolicismo americano, que já teve um crescimento significativo, agora vê sua base de fiéis encolher. Em 2015, o número de católicos americanos chegou a 72,8 milhões, mas a tendência é de queda. Desde 1970, a porcentagem de católicos na população dos EUA caiu de 24,1% para 20,5% em 2020.
O novo papa Leão 14 aparece em um contexto onde a população sem religião cresce rapidamente. Estima-se que até 2050, mais de 25% da população americana não se identifique com nenhuma religião. O catolicismo, que já foi a segunda maior religião do país, pode perder essa posição em um futuro próximo.
Apesar do declínio, os católicos americanos ainda representam uma parte significativa do total global, com cerca de 85,3 milhões de fiéis. Os dados da World Population Review indicam que os EUA, junto com México e Brasil, compõem quase um quarto de todos os católicos do mundo.
A eleição do papa Leão 14 pode ser vista como uma virada inesperada em meio a um cenário de desafios. A descentralização do catolicismo, que se expandiu para as Américas e outras regiões, reflete mudanças globais na religiosidade. O futuro do catolicismo nos EUA, embora incerto, ainda mantém uma base sólida de seguidores.
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