Dados dos Cartórios de Registro Civil do Rio de Janeiro revelam uma tendência crescente no registro de crianças apenas com o nome da mãe. Desde 2020, mais de 66 mil recém-nascidos foram registrados sem a menção do pai, com uma média de 13,2 mil registros por ano. Em 2024, o número já ultrapassou 12 mil, mantendo-se em níveis semelhantes aos anos anteriores.
A página “Pais Ausentes” no Portal da Transparência do Registro Civil disponibiliza essas informações. O fenômeno reflete mudanças sociais e familiares, especialmente no contexto carioca. A ausência do nome do pai nas certidões de nascimento pode indicar novas dinâmicas familiares e a crescente autonomia das mães.
Além disso, a situação levanta discussões sobre a paternidade e os direitos dos filhos. A tendência sugere que muitas mães estão optando por registrar seus filhos sozinhas, sem a presença do pai na documentação. Essa escolha pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo a relação entre os pais e a busca por maior reconhecimento da maternidade.
O aumento nos registros apenas com o nome da mãe é um indicativo de transformações nas estruturas familiares e nas percepções sobre a paternidade no Brasil.
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