O Avistar Brasil celebra sua 18ª edição de 16 a 18 de maio no Jardim Botânico de São Paulo, reunindo mais de 10 mil participantes. O festival, que começou em 2006, combina ciência e turismo, promovendo a conservação da natureza e a observação de aves.
O evento contará com mais de 200 palestras, oficinas e atividades, incluindo passeios noturnos para observar corujas e bicicletadas em busca de aves. Guto Carvalho, organizador do festival, destaca que o evento é uma “porta de entrada suave para a ciência”, promovendo uma agenda positiva em meio a desafios ambientais.
Entre as atrações, estão espécies como a rolinha-do-planalto e o anu branco, além de um livro sobre aves de rapina, escrito pelo biólogo Willian Menq. A participação de jovens pesquisadores também é um destaque, com apresentações sobre temas como microplásticos em aves.
O festival começou com cerca de 400 pessoas em sua primeira edição, e hoje se expandiu significativamente. Carvalho menciona que o movimento de observação de aves, conhecido como passarinhada, ganhou força com iniciativas como o #VemPassarinhar, que promove passeios gratuitos em diversas cidades.
O WikiAves, fundado em 2009, também contribuiu para o crescimento do movimento, reunindo um vasto banco de dados sobre aves brasileiras. Carvalho ressalta que o Brasil, com o segundo maior número de espécies de aves do mundo, tem um potencial enorme para a conservação.
O Avistar Brasil não apenas influencia a comunidade de observadores de aves, mas também forma uma nova geração de ornitólogos e ativistas. A estudante Lorena Patrício, que participou do evento desde criança, agora organiza um concurso de gravação de aves, refletindo o impacto do festival em sua trajetória.
O evento ocorre em um momento crítico, onde a conservação da natureza enfrenta desafios significativos, como desmatamento e queimadas. Carvalho alerta que, apesar do amor pelas aves, é necessário agir para proteger o meio ambiente.
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