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Apadrinhamento e acolhimento familiar oferecem alternativas de cuidado a crianças em abrigos

Campinas enfrenta escassez de padrinhos afetivos e famílias acolhedoras, com 12 crianças aguardando apoio e apenas 25 das 40 vagas preenchidas.

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Em Campinas, a escassez de padrinhos afetivos e famílias acolhedoras preocupa. Até maio de 2025, doze crianças aguardam apadrinhamento, enquanto apenas 25 das 40 vagas para acolhimento familiar estão preenchidas. Essas iniciativas, previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, visam oferecer suporte a menores em situação de vulnerabilidade.

O apadrinhamento afetivo proporciona uma convivência familiar alternativa, sem compromisso de adoção. O coordenador do serviço Acordar, Fábio Barbieri, explica que o padrinho deve manter contato frequente com a criança, promovendo experiências fora do abrigo. O objetivo é criar laços afetivos, mas não deve ser visto como um teste para adoção.

Por outro lado, a família acolhedora é uma medida protetiva e temporária, destinada a crianças que precisam ser afastadas do convívio familiar. Mariana Alves, coordenadora do serviço Conviver, destaca que essa modalidade oferece um ambiente mais individualizado e acolhedor, com duração de até dezoito meses. O foco é garantir um desenvolvimento saudável enquanto a família biológica é acompanhada.

A falta de conhecimento sobre essas iniciativas é um dos principais desafios enfrentados. Especialistas apontam que muitos potenciais voluntários hesitam em participar devido à incerteza sobre o futuro da criança após o acolhimento. A conscientização sobre a importância do apadrinhamento e do acolhimento familiar é essencial para aumentar o número de voluntários e atender a demanda.

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