Nos últimos anos, o número de famílias poliafetivas tem aumentado no Brasil. Priscilla Mira, Marcel Mira e Regiane Gabarra, um trisal que reside em Bragança Paulista, é um exemplo desse fenômeno. Eles compartilham suas experiências nas redes sociais e organizam o primeiro encontro de trisais do país, marcado para 20 de setembro em Pinhalzinho, interior de São Paulo, com a participação de 35 famílias.
Priscilla, de 41 anos, e Marcel, também de 41, mantiveram um relacionamento monogâmico por quinze anos, do qual nasceram três filhos. A dinâmica mudou há sete anos com a entrada de Regiane, de 36 anos, na relação. O trisal vive sob o mesmo teto e, segundo Priscilla, essa configuração trouxe mais organização ao lar. “Duas mães em casa facilita muito”, afirma.
Entretanto, o relacionamento enfrenta desafios, como preconceito e ciúmes. Priscilla, que cresceu em um lar evangélico, relata dificuldades com a aceitação familiar. “Ser homossexual em uma religião evangélica é o fim do mundo”, diz. Apesar disso, a aceitação dos filhos e da família de Marcel e Regiane foi positiva.
Os primeiros anos foram marcados por ciúmes e possessividade, mas o trisal superou esses obstáculos com terapia e diálogo. Atualmente, eles têm um filho, Pierre, de 3 anos, fruto da relação. O evento que organizam visa promover a visibilidade e o reconhecimento das famílias poliafetivas no Brasil.
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