Desde a retomada do Talibã ao poder no Afeganistão, em 2021, a situação dos cristãos no país se agravou. Relatos indicam perseguições severas e restrições à liberdade religiosa. A conversão do islamismo ao cristianismo é considerada uma infração capital sob a interpretação estrita da lei Sharia.
Recentemente, cristãos afegãos têm se reunido secretamente nas montanhas para adorar, enfrentando riscos de morte e tortura. Segundo Thomas Muller, pesquisador da Missão Portas Abertas, esses indivíduos são caçados por grupos terroristas, especialmente aqueles que abandonaram o Islã. Relatos de prisões, torturas e execuções têm surgido, levando milhares a buscar refúgio em países vizinhos.
Cultos em Locais Secretos
Uma igreja local realiza cultos em um local afastado, longe da vigilância do Talibã. Os membros percorrem grandes distâncias para participar das reuniões. A missão brasileira One Passion Mission relatou que “eles viajam por horas para adorar a Jesus Cristo” e que não medem esforços para manter a unidade em meio à perseguição.
O povo afegão enfrenta não apenas a opressão religiosa, mas também fome e pobreza. O aumento do recrutamento por grupos terroristas, como o Estado Islâmico, agrava a situação. O missionário Neemias destacou a luta entre o Talibã afegão, o Talibã paquistanês e o Estado Islâmico, que está recrutando crianças para combater.
Proibições e Perseguições
Os cristãos no Afeganistão estão proibidos de pregar o Evangelho e distribuir Bíblias. O país ocupa a décima posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas, evidenciando a gravidade da situação. A opressão contínua e a busca por liberdade religiosa permanecem como desafios críticos para a comunidade cristã afegã.
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