A arquidiocese do Rio de Janeiro orientou os fiéis a não participarem de eventos do Centro Dom Bosco (CBD), uma associação católica que busca promover a defesa da fé. A nota, assinada pelo Monsenhor André Sampaio de Oliveira, foi divulgada na segunda-feira, 16, e destaca que o CBD não possui reconhecimento eclesial na arquidiocese.
A arquidiocese enfatiza que, apesar de sua sede civil estar no Rio, o Centro Dom Bosco não apresentou seus Estatutos para aprovação das autoridades eclesiásticas locais. Assim, a associação é considerada apenas uma entidade civil, sem status canônico oficial.
Em resposta, o Centro Dom Bosco publicou um vídeo na terça-feira, 17, onde seu presidente, Alvaro Mendes, classificou a orientação da arquidiocese como censura. Mendes argumentou que a crítica da arquidiocese se baseia em fundamentos frágeis e que o prefácio do livro *Os Erros do Catecismo Moderno*, escrito por um arcebispo excomungado, não foi traduzido para a versão em português.
Críticas à Abertura Sincrética
Mendes também criticou a arquidiocese por permitir celebrações sincréticas em seus espaços, que incluem rituais de outras religiões e diálogos interreligiosos. Ele afirmou que, enquanto a arquidiocese se opõe a fiéis ligados à tradição da Igreja, promove encontros com líderes de diversas crenças, incluindo ateus e maçons.
A situação reflete um crescente embate entre a tradição católica e as novas abordagens da arquidiocese, que busca dialogar com a diversidade religiosa presente na cidade. A tensão entre as duas partes continua a se intensificar, levantando questões sobre a identidade e a prática da fé católica no contexto contemporâneo.
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