As lágrimas de sangue que brotavam de uma estatueta da virgem Maria em Trevignano Romano, atraindo milhares de peregrinos, foram confirmadas como sendo do próprio corpo da vidente Gisella Cardia. A informação foi divulgada após análises de DNA realizadas em quatro amostras, que mostraram coincidência com o DNA da mulher. O Vaticano já havia negado o caráter sobrenatural das aparições, e a diocese local iniciou uma investigação sobre possíveis fraudes.
Gisella Cardia, uma siciliana de aproximadamente cinquenta anos, alegava ter visões da virgem Maria e afirmava ter testemunhado milagres, como a multiplicação de alimentos. O caso ganhou notoriedade, atraindo fiéis que buscavam rezar diante da estátua nas margens do lago Bracciano. No entanto, a situação começou a gerar desconforto entre os moradores de Trevignano Romano, levando a diocese a investigar as alegações.
A promotoria de Civitavecchia também se envolveu, abrindo um inquérito por fraude. Cardia, que já havia sido condenada por falência fraudulenta em 2013, fundou uma associação para arrecadar fundos com doações, aproveitando-se do sucesso das aparições. Historicamente, apenas as lágrimas da Virgem em Siracusa, em 1953, foram reconhecidas oficialmente como milagrosas pela Igreja Católica. Desde então, muitos fenômenos semelhantes têm sido relatados na Itália, onde a Igreja mantém uma postura cautelosa, avaliando cada caso individualmente.
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