Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre direitos humanos nos territórios palestinos, foi sancionada pelos Estados Unidos devido a suas críticas contundentes a Israel, que incluem acusações de genocídio e apartheid. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Albanese “espalhou antissemitismo” e “apoio ao terrorismo”, justificando as sanções.
A ONU, por sua vez, pediu a reversão dessas sanções, considerando-as inaceitáveis. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, destacou que medidas punitivas não são a solução para divergências. Albanese, em resposta, reafirmou seu compromisso em expor abusos de direitos humanos, questionando se as sanções foram impostas por ela ter “exposto um genocídio”.
Albanese, que ocupa o cargo desde maio de 2022, tem se destacado por sua atuação incisiva. Recentemente, ela apontou empresas americanas que, segundo ela, lucram com a ocupação israelense e a violência em Gaza. A relatora criticou a ajuda humanitária promovida por organizações financiadas por Israel e pelos EUA, chamando-a de “armadilha mortal”.
A relação entre Israel e a ONU tem sido tensa, com o país frequentemente acusando o Conselho de Direitos Humanos de viés. Albanese, que já enfrentou críticas desde o início de seu mandato, afirmou que a pressão não a fará recuar. Ela enfatizou que sua missão é amplificar as vozes dos que não são ouvidos, mesmo diante de ameaças e sanções.
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