O encontro entre o arcebispo Alexei, da Igreja Ortodoxa da América, e o presidente russo Vladimir Putin, ocorrido no Alasca, gerou forte repercussão. Líderes da Igreja Ortodoxa Ucraniana nos Estados Unidos criticaram a reunião, considerando-a uma traição ao cristianismo, especialmente em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Durante o encontro, realizado no cemitério nacional de Fort Richardson, Alexei e Putin trocaram cumprimentos calorosos e presentes, incluindo ícones religiosos. O arcebispo expressou gratidão a Putin, afirmando que a Rússia trouxe a fé ortodoxa ao Alasca. Essa declaração foi vista como uma validação das ações de Putin, que enfrenta um mandado de prisão internacional por crimes de guerra relacionados à invasão da Ucrânia.
A liderança da Igreja Ortodoxa Ucraniana nos EUA, representada por Metropolitan Antony e o arcebispo Daniel, denunciou o encontro. Em uma declaração, afirmaram que tais gestos são uma traição ao Evangelho de Cristo e uma afronta aos fiéis, considerando que a Rússia é responsável pela morte de milhares de ucranianos e pela destruição do país.
Alexei, em resposta às críticas, defendeu sua visita, afirmando que seu gesto foi uma homenagem aos missionários que trouxeram a fé ortodoxa ao Alasca. Ele ressaltou que a veneração dos ícones é direcionada aos santos, não ao doador. O arcebispo enfatizou a importância de buscar a paz, mesmo em momentos de tensão.
A situação da Igreja Ortodoxa na Ucrânia é complexa, com divisões entre a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Moscovo e a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, que se declarou independente. Ambas as instituições têm se posicionado contra a invasão russa, mas a Igreja sob Moscovo enfrenta desconfiança devido à sua história de vínculos com o Kremlin. A Ucrânia, por sua vez, tem implementado medidas para limitar a influência da Igreja ligada à Rússia, buscando garantir a independência religiosa no país.
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