Repressão a Cristãos no Irã Aumenta com Prisões e Propaganda Estatal
Recentemente, 53 cristãos convertidos foram detidos no Irã durante uma operação chamada “Guerra dos 12 Dias”. A repressão a essa comunidade, já comum no país, intensificou-se com a exibição de um documentário no canal estatal IRIB, que apresentou confissões forçadas e acusações de ameaças à segurança nacional.
O documentário, produzido com a participação de Ameneh Sadat Zabihpour, figura ligada a órgãos de segurança, retratou os cristãos convertidos como “evangelistas” que supostamente mantêm vínculos com entidades estrangeiras e tentam desestabilizar o país. A narrativa do programa incluiu acusações de participação em acampamentos religiosos no exterior e de planejar ataques a locais sensíveis no Irã.
A HRANA, agência de direitos humanos, denunciou que as confissões exibidas foram obtidas sob pressão. O documentário também mostrou imagens de detidos fazendo declarações que, segundo ativistas, foram forçadas. A prática de extrair confissões sob coação é uma estratégia recorrente do regime iraniano para justificar a repressão a minorias religiosas.
Contexto de Intimidação
A exibição do documentário ocorre em um contexto de crescente intimidação contra a comunidade cristã, que já enfrenta severas penalidades, incluindo longas penas de prisão e exclusão social. Em 2024, a HRANA registrou 28 casos de confissões forçadas, refletindo uma tendência alarmante que remonta aos primórdios do regime.
Além disso, a repressão a cristãos no Irã não é um fenômeno isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla de controle social e político. O objetivo é silenciar qualquer forma de dissidência, criando um clima de medo e intimidação. A situação dos cristãos convertidos no país continua a ser uma preocupação significativa para organizações de direitos humanos em todo o mundo.
Entre na conversa da comunidade