O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, está sob investigação da Polícia Federal por suposta coação em um inquérito relacionado a Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo. A PF realizou um mandado de busca e apreensão no Aeroporto Internacional do Galeão, onde Malafaia teve seus aparelhos eletrônicos e um caderno de pregações confiscados.
Em resposta a essas ações, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) emitiu uma nota de repúdio, criticando as medidas da PF, que incluem o cancelamento do passaporte do pastor. O IBDR argumenta que tais ações ferem a liberdade de expressão e têm um caráter intimidatório. A nota destaca que a investigação não deve resultar em constrangimentos a líderes religiosos, que representam comunidades inteiras de fé.
O presidente do IBDR, Thiago Rafael Vieira, e outros membros da diretoria assinaram o documento, que enfatiza a importância de proteger a liberdade de expressão, especialmente quando exercida por líderes religiosos. O instituto ressalta que a participação cidadã de figuras religiosas não deve ser vista como suspeita, pois isso compromete a pluralidade e a liberdade fundamentais do Estado brasileiro.
Malafaia, por sua vez, tem utilizado suas redes sociais para criticar as ações da PF, afirmando que a apreensão de materiais teológicos é uma forma de perseguição religiosa. Ele defende que não há indícios de fuga que justifiquem as medidas adotadas contra ele. A investigação, segundo a PF, se baseia em diálogos que indicam a participação do pastor em ações de coação relacionadas ao inquérito sobre a tentativa de golpe.
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