BEIRUTE — O porta-voz do parlamento libanês, Nabih Berri, criticou a pressão dos Estados Unidos para desarmar o Hezbollah, propondo um diálogo nacional sobre o futuro das armas do grupo. Berri, aliado do Hezbollah e mediador em um recente cessar-fogo com Israel, defendeu que a discussão deve ocorrer em um ambiente calmo e consensual.
O governo libanês está elaborando um plano para desarmar o Hezbollah até o final do ano, após a aprovação de uma proposta do enviado dos EUA, Tom Barrack. O presidente Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam apoiaram a ideia de centralizar todas as armas nas forças armadas e agências de segurança do Líbano.
Hezbollah se recusa a discutir a questão de suas armas até que Israel retire suas tropas de cinco colinas no sul do Líbano e cesse os ataques aéreos frequentes. O líder do grupo, Sheikh Naim Kassim, afirmou que as armas são vistas como honoráveis pelos libaneses e que a discussão deve ocorrer em um contexto de diálogo pacífico.
Recentemente, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah. Esses bombardeios causaram danos a propriedades, mas não houve relatos imediatos de vítimas. A proposta de desarmamento do Hezbollah surge em um cenário de tensões crescentes, com a expectativa de que Israel não se retire antes da implementação de um plano de desarmamento.
O acordo de cessar-fogo de novembro previa que o Hezbollah se desarmasse ao sul do rio Litani, enquanto Israel deveria retirar suas forças do Líbano. No entanto, a situação permanece tensa, com os EUA alertando que não haverá progresso sem um plano claro de desarmamento.
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