Duas famílias evangélicas foram brutalmente assassinadas em Guayaquil, Equador, em um contexto de crescente violência. Os crimes ocorreram em ataques noturnos, levantando preocupações sobre um padrão de violência direcionada. No primeiro incidente, em 28 de agosto, Sixto Vega Arana, sua esposa e filha foram mortos a tiros, supostamente por não pagarem uma extorsão. O único sobrevivente foi o neto do casal, um bebê de um ano.
Em 3 de setembro, outra família foi alvo de um ataque semelhante. Um pai de 66 anos, sua esposa de 63 e um filho de 28 foram executados em sua casa, onde até o animal de estimação foi morto. O ataque ocorreu por volta da 1h30 da manhã, quando mais de cinco indivíduos em motocicletas invadiram a residência.
Mensagens Religiosas
Ambos os lares apresentavam mensagens bíblicas em suas fachadas, como “Deus te abençoe, Cristo te ama” e trechos de Isaías 41:10, que são frequentemente utilizados por evangélicos como símbolos de proteção. Essas coincidências levantam a hipótese de que os ataques possam ter um caráter religioso ou simbólico.
Os homicídios no Equador atingiram um recorde alarmante, com 4.619 casos registrados no primeiro semestre de 2025, segundo o Observatório Equatoriano do Crime Organizado. A extorsão tem se tornado uma prática comum, levando muitos moradores a abandonarem suas casas. No bairro Flor de Bastión, onde ocorreu o primeiro massacre, diversas residências foram deixadas para trás devido ao medo.
Crescente Onda de Violência
Os ataques às famílias evangélicas refletem uma tendência preocupante de violência no país. Relatos indicam que uma das famílias estava sendo pressionada a pagar US$ 50.000 (cerca de R$ 270.500) em extorsão. A situação no Equador se agrava, com moradores vivendo sob constante ameaça e insegurança, enquanto as autoridades tentam entender e combater essa onda de criminalidade.
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