Os tubos de um órgão medieval, datado do século XI, foram recentemente descobertos e restaurados em Belém, próximo à Igreja da Natividade. Essa descoberta histórica permite que o som original do instrumento, que estava enterrado há séculos, seja ouvido novamente. O pesquisador espanhol David Catalunya, que lidera o projeto de restauração, destaca que esta é uma oportunidade única de ouvir uma melodia medieval autêntica.
O órgão, encontrado em 1906, foi desenterrado durante a construção de um albergue para peregrinos. O arqueólogo franciscano Padre Eugenio Alliata relata que os tubos de cobre foram cuidadosamente enterrados, o que facilitou sua restauração. Catalunya, que se refere ao instrumento como um “milagre”, toca o órgão no Mosteiro de São Salvador, em Jerusalém, onde atualmente está abrigado.
Restauração e Importância Histórica
O órgão é considerado único devido à sua complexidade e ao seu estado de preservação. Álvaro Torrente, musicólogo envolvido no projeto, afirma que este instrumento é um dos mais antigos conhecidos, sendo um exemplo do que havia de mais avançado na música sacra da época. Ele foi trazido para Belém pelos cruzados no século XII, simbolizando a importância da música na liturgia cristã.
Os especialistas esperam que a redescoberta do órgão medieval atraia mais interesse sobre sua história. O instrumento será exposto em um museu da Custódia Franciscana da Terra Santa, permitindo que mais pessoas tenham acesso a essa parte significativa do patrimônio musical e cultural. A restauração do órgão representa não apenas um retorno sonoro, mas também uma conexão direta com a história da música sacra.
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