O milagre de Nossa Senhora Aparecida, ocorrido em 12 de outubro de 1717, continua a atrair milhões de devotos. A imagem de terracota, encontrada por três pescadores no Rio Paraíba do Sul, mede apenas 36 cm e gerou um movimento de fé que culminou na fundação da cidade de Aparecida, em 1928. Desde 1980, o dia é feriado nacional, celebrando a padroeira do Brasil.
Em 2024, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida recebeu mais de 9 milhões de visitantes, com 320 mil apenas na primeira quinzena de outubro. A expectativa é que o fluxo de romeiros se repita em 2025, com peregrinações prolongadas e grande participação popular. O fenômeno de devoção se intensifica, refletindo a importância histórica e religiosa do santuário.
A História do Milagre
A descoberta da imagem se deu em um período de pesca infrutífera, o que mudou quando os pescadores João Alves, Filipe Pedroso e Domingos Garcia encontraram a estátua quebrada. O relato do padre Júlio Brustoloni, em seu livro de 1998, detalha como a imagem, originalmente policromada, adquiriu a cor castanho brilhante devido ao tempo em que ficou submersa e exposta à fumaça de velas.
O primeiro registro do milagre foi feito pelo padre José Alves Villela em 1743, documentando a devoção crescente e a construção da primeira capela dedicada à padroeira. A fama da imagem se espalhou rapidamente, levando à construção da atual Basílica, um dos principais centros de peregrinação católica do mundo.
Comemorações e Devoção
As celebrações em torno de Nossa Senhora Aparecida atraem uma diversidade de fiéis, que caminham longas distâncias para homenagear a santa. Em 2024, quase 37 mil devotos percorreram centenas de quilômetros a pé, demonstrando a força da fé que move os romeiros. O santuário permanece como um símbolo de esperança e espiritualidade no Brasil.
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